Joana Pereira, de 24 anos, espera pela hora da viagem para a Covilhã. O percurso já faz parte da sua vida há seis anos, quando escolheu a Universidade da Beira Interior para frequentar o curso de Medicina. Agora, recém-licenciada, vai manter a rotina e continuar a rumar à cidade do Interior do país para exercer a profissão, até porque o autocarro é a única alternativa para lá chegar. Segundo a jovem, o serviço das operadoras é “suficiente”, mas “não exatamente o que prometem” na hora de comprar o bilhete. “É suposto a viagem ser direta, mas o autocarro pára sempre em Albergaria, Viseu, na Guarda e em algumas terrinhas mais pequenas”, explica, acabando por durar mais de três horas e 40 minutos. A médica conta ainda que “as casas de banho, muitas vezes, não estão abertas e muitos autocarros não têm Internet, nem tomadas”.
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