Alguns meios acederam e bateram toda a ilha da Ínsua, onde foi encalhar o barco acidentado e dois sobreviventes conseguiram chegar, agarrados a uma bóia e arrastados pelas correntes, após mais de meia hora na água.

Segundo o capitão do Porto de Caminha e comandante da Polícia Marítima local, Vieira Pereira, que coordena as operações de busca e salvamento, apenas foram encontrados destroços e objetos provenientes da embarcação “Vila de Caminha”.

“Infelizmente, com as buscas que decorreram durante o dia, não foi possível localizar nenhum dos desaparecidos. Conseguimos fazer o desembarque de mergulhadores na ilha da Ínsua para poderem bater a linha de água. Com a água até à cintura, percorreram toda aquela zona com a maré em baixo”, informou o capitão de Porto, referindo: “Foi a única coisa que conseguimos fazer hoje. As condições de mar não permitiram mais. Continuam a ser localizados em toda a ilha vestígios do naufrágio. Estruturas que se soltaram da embarcação, equipamentos e material de aprestos”.

As operações de busca foram interrompidas esta segunda-feira ao final da tarde e serão retomadas terça-feira de manhã.

Recorde-se que a embarcação de pesca costeira, com 11,5 metros de comprimento, naufragou domingo ao final da manhã quando regressava a terra, após uma noite de faina, com cinco tripulantes a bordo.

Terá sofrido uma avaria mecânica quando se preparava para entrar na barra de Caminha e virou ao ser atingida por um golpe de mar. Esta é a versão contada aos mais próximos pelo mestre da embarcação, Nuno Castro, de 41 anos, que sobreviveu e já teve alta hospitalar. Um segundo pescador sobrevivente, de nacionalidade indonésia, continua internado nos Cuidados Intensivos do hospital de Viana do Castelo, com prognóstico reservado.