Eficiente. Assim se pode descrever o FC Porto dos últimos tempos. Não espectacular, nem avassalador. Mas uma vitória por margem curta vale tanto como uma goleada e, numa jornada em que os principais adversários golearam, os “dragões” só marcaram quando precisaram. Nesta segunda-feira, foi por 3-1 que a formação portista bateu o Estrela da Amadora no Dragão, um triunfo menos robusto, mas que valeu os mesmos três pontos que os 6-0 do Sporting ao AFS e que os 4-0 do Benfica ao Moreirense. Tudo ficou na mesma após a 14.ª jornada. O líder continua a ser um líder seguro.

Repetimos, o FC Porto não foi espectacular nem avassalador, não rematou vezes sem conta, nem deixou o seu adversário de rastos. Marcou quando precisou e andou grande parte do jogo em gestão, a pensar em combates futuros. Frente ao Estrela, o primeiro golo ainda antes dos 20 minutos pareceu uma consequência natural do que o jogo estava a mostrar. Depois, a formação portista pareceu, de certo modo, satisfeita com o que tinha alcançado. Arriscou muito. Demasiado.

De volta ao “onze” base, depois da rotação feita com o Malmö, Francesco Farioli voltou a apostar em Rodrigo Mora como um dos médios, deixando Gabri Veiga no banco. O Estrela parecia vir com vontade de combater a habitual pressão portista com a sua própria receita de pressão, mas o visitante cedo percebeu que não o ia conseguir. Quando mudou a estratégia para ter as suas linhas juntas à frente da baliza, já era tarde.

O FC Porto entrou com tudo. Logo no primeiro minuto, uma boa jogada de Pepê pela direita, a deixar de calcanhar para Alberto Costa, que fez o cruzamento para um bom cabeceamento de Samu. Pouco depois, aos 3’, foi o próprio Pepê a tentar a sua sorte com um remate de primeira após passe de Kiwior – Renan Ribeiro defendeu. O guardião brasileiro do Estrela voltaria a estar, aos 4, no caminho de um remate de Mora. Aos 7’, Samu ainda meteu a bola na baliza, mas Pepê estava fora de jogo numa fase anterior da jogada.

Aos 15’, penálti indiscutível de Schappo sobre Alberto Costa – o lateral direito tentou entrar na área estrelista e o central brasileiro, a tentar disputar a bola, acertou no pé do adversário. Na conversão do castigo, Samu fez o 1-0. Tudo certo, o FC Porto estava a ser muito melhor e não estava a dar nada ao Estrela. Depois, os portistas como que se contentaram em ficar com a bola sem fazer nada com ela. E, tirando um remate falhado de Borja após passe prodigioso de Samu com o calcanhar, foi o que aconteceu até ao intervalo.


E foi o que aconteceu nos primeiros minutos da segunda parte, com a diferença de que o Estrela voltou a tentar subir as suas linhas para tentar tirar alguma coisa do jogo. E como o FC Porto não ia à baliza de Renan, o Estrela aventurou-se pela primeira vez até à baliza de Diogo Costa. E marcou aos 60’, num cabeceamento certeiro do nigeriano Abraham Marcus, ex-avançado da equipa B portista, após cruzamento de Lopes Cabral a partir da direita.

Com o golo do empate, a equipa de Farioli voltou a sentir urgência de marcar. De imediato voltou a acelerar e a criar perigo, com um cabeceamento de Samu defendido com dificuldade por Renan. Três minutos depois do empate, foi na raça que a formação portistas recuperou a vantagem. Muita confusão na área, muitos tiros falhados até ao remate final certeiro de Francisco Moura. E, aos 73’, foi o próprio Estrela a dar um tiro nas suas próprias aspirações com um autogolo a meias entre Luan Patrick e Lopes Cabral, perante a pressão de Samu. Agora, sim, o FC Porto podia descansar e começar a pensar na Taça de Portugal.