A votação preliminar dos membros da Academia de Hollywood apresentou esta terça-feira um conjunto de shortlists, em 12 categorias, que precede o anúncio final dos nomeados à 98.ª edição dos Óscares. O que será feito no dia 22 de Janeiro de 2026. A conclusão, a apoteose, acontecerá na cerimónia de 15 de Março.
São então os pré-nomeados nas categorias de curtas de animação, documentários de longa e curta-metragem, maquilhagem, banda sonora e canção originais, efeitos visuais de som e de imagem ou fotografia: só com estes departamentos sob escrutínio, os filmes mais citados são, para já, Pecadores, Wicked: Pelo Bem, ambos em oito categorias, Frankenstein (seis), Batalha Atrás de Batalha, F1, Sirât, todos com cinco, e com quatro Sonhos e Comboios, Avatar: Fogo e Cinzas, que chega às salas nacionais esta quarta-feira, e Marty Supreme.
Mas o que começa a aquecer é a disputa para melhor filme internacional. O que ali se passa(rá) arrisca-se não propriamente a roubar o protagonismo dos Óscares 2026 mas, pela qualidade e ímpeto competitivo dos filmes e pela atenção que uma mão cheia deles está a causar no mercado americano, a fazê-lo também seu. O que é uma progressão a partir do que aconteceu no ano passado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, título a partir do qual os Óscares, de prémios americanos, ameaçaram transformar-se em prémios globais.
A partir de um conjunto de títulos de mais de 80 países, foram para já seleccionados 15 que dizem bem do que se jogará no noite do dia 15 de Março: suspense até ao fim. Muitos deles aspiram a transcender esta categoria, como quem escapa do gueto, e fazer parte do elenco principal da festa. Vêm da Argentina (Belén), do Brasil (O Agente Secreto — está lançado o espectáculo da torcida brasileira), da França (Foi só um Acidente, do iraniano Jafar Panahi, produzido com maioria de capitais franceses), da Alemanha (Sound of Falling), da Índia (Homebound), do Iraque (The President’s Cake, que competiu na edição 2025 do Lisbon Film Festival, e que tem estreia prevista para o início de 2026), do Japão (Kokuho), da Jordânia (All That’s Left of You), da Noruega (Sentimental Value), da Palestina (Palestine 36), da Coreia do Sul (No Other Choice), da Espanha (Sirât), da Suíça (Late Shift), de Taiwan (Left-Handed Girl) e da Tunísia (The Voice of Hind Rajab, também previsto para as salas portuguesas nos primeiros meses de 2026).
Banzo, de Margarida Cardoso, tinha sido a candidatura portuguesa às nomeações. Não passou à fase seguinte.