Maria de Vasconcelos, psiquiatra e antiga locutora da Comercial, celebrou 55 anos no dia 14. Uma data difícil pela ausência do grande amor da antiga radialista, uma vez que ficou viúva há apenas dois meses.
No Instagram, Maria de Vasconcelos dedicou um emotivo texto a Xavier Colette, o falecido marido, no qual relata que, apesar de tudo, teve um dia feliz.
“Hoje faço cinquenta e cinco anos. Ando a viver as primeiras vezes e hoje é uma delas. Não tive tempo para pensar nisto, mas agora que penso, nasci numa noite de lua cheia e hoje parece que está a minguar”, começou por escrever Maria de Vasconcelos na carta dirigida ao marido que morreu no passado mês de outubro, após uma longa batalha contra um cancro no pâncreas
“C’est bon, tu adores ton anniversaire, profites! [Que bom, tu adoras o teu aniversário, aproveita!] Dizes tu, com a leveza da despreocupação que sempre me encheu de segurança. Serás sempre a minha pessoa preferida. Vivo agarrada a ti. À tua luz. Ao teu legado. Alisar a Nutella, ser atencioso, rir e aproveitar o mais tímido raio de sol. E nada é impossível. C’est bon, tu adores ton anniversaire, profites! És o maior, miúdo, sempre to digo. Tenho saudades tuas”, continuou Maria de Vasconcelos.
“A Mathilde e a Manon [filhas da psiquiatra] quiseram cantar-me os parabéns à meia-noite. Foi também a primeira vez. Assim que começaram, a Mathilde exclamou ‘E o papy também!’, e pôs um vídeo nosso quando eu fiz quarenta e oito, onde tu cantas e repetes todos fins de frase aos gritos. Parabéns a você! Vocêêê! Nesta data querida. Queridaaa! Cantaram-me os parabéns, contigo. Contigo! Foi tão bom! De manhã, acordaram-me com o mais precioso dos presentes, a nossa vida, numa caderneta feita por elas com design da Mathilde. Happy Family em 254 cromos em saquetas. Para eu colar. Está cheia de momentos mágicos, e até descobriram coisas que me escreveste atrás de fotografias há quase trinta anos”, contou, ainda, Maria de Vasconcelos, antes de rematar: “Hoje faço cinquenta e cinco anos. Nasci numa noite de lua cheia, e hoje parece que está a minguar, mas tanto melhor, porque há uma chuva de estrelas muito intensa, cento e quarenta meteoros por hora a iluminar o céu, e quanto mais escuro, mais se vê a luz. Hoje faço cinquenta e cinco anos e não me chateia a lua minguante porque, contigo e com as miúdas, tenho sempre luz. Querias dar-me de presente uma banheira-ilha que eu desejava há anos. Já cá está. Nada se perde, tudo se transforma, e Lavoisier era francês e tudo. Que bom! Que bom que me cantaste os parabéns! Que bom elas terem pensado nesta surpresa! Que bom que é ter esta caderneta! Que bom é ter as miúdas, cheias de luz como tu! Que bom é ter-te! Obrigada! Tenho saudades tuas.”