A Administração Trump anunciou nesta terça-feira que vai alargar a proibição de viagens para os Estados Unidos para incluir os cidadãos de mais seis Estados, justificando a medida como um reforço da protecção face a “ameaças à segurança pública e nacional”.

A medida, sob o mote “Tornar a América Segura Outra Vez”, faz parte dos esforços contínuos do Governo norte-americano para apertar o controlo das fronteiras nacionais e entrará em vigor a 1 de Janeiro de 2026.

Em Junho, o Presidente Donald Trump ressuscitou uma política emblemática do seu primeiro mandato que limitava as entradas de cidadãos de 19 países. Na altura, a proibição incluía 12 países considerados de “alto risco”: Afeganistão, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Impunha ainda restrições a visitantes do Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turquemenistão e Venezuela.

Já nesta terça-feira, a Administração republicana anunciou que irá expandir a lista de países cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos EUA para incluir Burquina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria.

Entrarão ainda em vigor “restrições totais” à entrada de palestinianos (que viajem com documentos emitidos pela Autoridade Palestiniana) no país, justificadas pela “actividade de vários grupos designados terroristas pelos EUA na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e que assassinaram cidadãos norte-americanos”.

Também os cidadãos do Laos e da Serra Leoa, que antes estavam sujeitos a “restrições parciais”, ficarão proibidos de entrar nos EUA. Já o Turquemenistão verá essas restrições levantadas pelos “significativos progressos demonstrados” na relação de Achkabad com Washington.

O comunicado divulgado pela Casa Branca refere ainda outros 15 países que passam a enfrentar restrições: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbabwe.

As restrições e limitações impostas pelo decreto assinado nesta terça-feira, alega a Administração Trump, “são necessárias para prevenir a entrada de estrangeiros sobre os quais os EUA não têm informação suficiente para avaliar o risco que representam”, para “fazer cumprir as leis sobre imigração” e para “alcançar outros importantes objectivos de política externa, segurança nacional e contraterrorismo”. Com Lusa