O spoofing por impersonificação é uma forma de fraude cada vez mais frequente, na qual os cibercriminosos simulam a identidade de entidades legítimas. A Aliança para a CiberSegurança pede medidas técnicas urgentes em Portugal.

Spoofing nas comunicações: urgência de medidas técnicas em Portugal

A Aliança tem como missão promover uma cultura nacional de Cibersegurança e um ciberespaço nacional mais seguro e resiliente, através da ação conjunta dos seus Membros em iniciativas concretas de efeito multiplicador. Num comunicado lançado no site, a Aliança para a CiberSegurança pede urgência de medidas técnicas em Portugal no que diz respeito ao spoofing nas comunicações. Estes ataques ocorrem sobretudo através de chamadas telefónicas e mensagens SMS fraudulentas.

Enquanto vários países europeus já implementaram medidas técnicas e regulatórias para mitigar este fenómeno, Portugal continua a não dispor de mecanismos eficazes de prevenção, tornando-se um alvo privilegiado para este tipo de criminalidade. A ausência de ação compromete a integridade das telecomunicações nacionais e agrava os riscos para cidadãos e instituições.

Os impactos do spoofing são significativos: prejuízos financeiros para as vítimas, danos reputacionais e operacionais para as entidades impersonificadas e um elevado consumo de recursos por parte das autoridades judiciais na investigação e apoio aos lesados. Face a este cenário, a Aliança para a Cibersegurança apela à criação urgente de um enquadramento regulatório que permita a adoção de medidas técnicas já testadas com sucesso noutros países europeus.

Soluções propostas para mitigar o spoofing nas comunicações

Entre as soluções propostas destacam-se o bloqueio de chamadas internacionais com identificadores nacionais, o registo obrigatório de remetentes de SMS, a criação de listas de números proibidos para originação de chamadas e o bloqueio de números não atribuídos.

A implementação destas medidas é vista como essencial para reforçar a segurança do ecossistema das comunicações em Portugal e proteger cidadãos, empresas e o próprio Estado.