A Amazon está em conversações avançadas com a American Airlines para uma potencial parceria com o Amazon Leo. O objetivo passa por utilizar o serviço de internet por satélite da gigante do comércio eletrónico para alimentar o sistema de Wi-Fi a bordo da transportadora aérea.
Negociações em curso sem acordo fechado
De acordo com um novo relatório da Bloomberg, esta iniciativa surge como uma campanha estratégica da American Airlines para atrair passageiros do segmento premium, procurando oferecer uma experiência de conectividade superior e competir de forma mais agressiva com outras rivais norte-americanas que já atualizaram os seus sistemas.
Robert Isom, CEO da American Airlines, confirmou que a empresa está, de facto, a dialogar com a Amazon Leo para modernizar as suas ofertas de Wi-Fi. No entanto, o responsável ressalvou que, à data desta publicação, ainda não existe um negócio formalmente concluído entre as duas partes.
Isom afirmou que a companhia aérea reconhece a vasta rede e o alcance da Starlink, de Elon Musk, mas sublinhou que existem outros operadores de internet por satélite na indústria. A American Airlines pretende, por isso, manter as suas opções em aberto antes de se comprometer com um fornecedor exclusivo.
Várias companhias aéreas já estabeleceram parcerias com a Starlink para fornecer este serviço, utilizando a tecnologia de baixa latência da SpaceX. A United Airlines foi uma das mais recentes a juntar-se a uma lista que já inclui nomes de peso como a Qatar Airways, a Emirates e a Virgin Atlantic.
A disparidade entre o Amazon Leo e a Starlink
Embora o Amazon Leo seja considerado uma das “estrelas em ascensão” no mercado de internet por satélite, encontra-se numa fase de desenvolvimento consideravelmente diferente da sua concorrente direta. É importante notar que a empresa apenas iniciou o lançamento dos seus satélites para a órbita terrestre baixa em abril de 2025.
Atualmente, o serviço – anteriormente conhecido como Projeto Kuiper – conta com apenas 150 satélites em órbita. A expectativa é que o serviço completo seja lançado apenas em 2027, com uma meta final de 3200 satélites operacionais.
Por outro lado, a Starlink lidera o setor com uma vantagem esmagadora, possuindo já perto de 10.000 satélites em órbita terrestre baixa para o seu serviço global, com planos contínuos de expansão.
Curiosamente, a expansão planeada da Amazon depende da infraestrutura da sua rival: a empresa de comércio eletrónico solicitou o envio dos seus satélites para o espaço através dos foguetões da SpaceX, propriedade de Elon Musk.
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