“Estas obras encontravam-se maioritariamente na posse de terceiros, adquirentes de boa fé, que ao adquiri-las em estabelecimentos da especialidade e acompanhadas de certificações pensavam tratar-se de obras originais daquele autor, ocasionando avultados prejuízos, superiores a setecentos mil euros, caso se tratassem de originais”, explicou esta quarta-feira a PJ, que também constituiu como arguido uma leiloeira.

As obras vendidas aparentam ser de Dominguez Alvarez porque foram pintadas em materiais da época como tábuas e outros suportes habitualmente utilizados pelo artista portuense.

“Uma vez identificadas e localizadas, as peças foram apreendidas pela PJ, constatando-se que se encontravam, na sua grande maioria, desprovidas de assinatura do autor e que se faziam acompanhar, também na sua grande maioria, de certificações emitidas por académicos, peritos de arte”, indicou ainda a PJ.

A investigação vai agora continuar com a realização de exames periciais às obras apreendidas, “sendo expectável que no decorrer da investigação possam vir a ser identificados outros autores”.

Em causa estão crimes de falsificação de documento, aproveitamento de obra contrafeita, burla qualificada e eventualmente de associação criminosa.