No mais recente relatório do projeto “Um Índice de Justiça Intergeracional para Portugal”, do Institute of Public Policy (IPP), apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, evidencia-se um “retrocesso estrutural na equidade entre gerações”. No relatório de novembro de 2025, intitulado “Que Futuro Deixamos às Próximas Gerações?”, os autores divulgaram o índice relativo a 2023: 0,43, face aos 0,50 registados em 2021. O projeto pioneiro, coordenado por Paulo Trigo Pereira, presidente da direção do IPP, pretende avaliar de forma multidimensional o impacto das grandes transições económicas e sociais do presente nas gerações mais novas e nas futuras. Desde o início da medição, em 2016, o valor mais recente é o terceiro mais baixo registado, acima de 2017 (0,42) e 2016 (0,40). Entre as seis dimensões analisadas (ambiente e recursos naturais, saúde, mercado de trabalho, habitação, finanças públicas, pobreza e condições de vida), a saúde e a habitação são os elementos explicativos do agravamento do índice. O indicador da habitação foi o que registou maior descida ao longo dos anos, de 0,43 em 2016 (o máximo foi de 0,46, em 2019) para 0,23 em 2023.
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