Os dados do Eurostat apontam para uma desaceleração deste indicador para 4,7%, isto depois de ter chegado a 5,5% para a economia nacional no segundo trimestre. Na zona euro, o avanço foi de 3,3%.

Os custos das empresas com salários cresceram 4,7% em Portugal no terceiro trimestre deste ano, isto numa comparação homóloga, o que coloca a economia nacional acima da média europeia. Para o conjunto da UE, os custos horários do trabalho subiram 3,7%, enquanto na zona euro o avanço foi de 3,3%.

Os dados divulgados pelo Eurostat esta quarta-feira apontam para uma desaceleração deste indicador, que havia chegado a 5,5% para a economia nacional no segundo trimestre. Há um ano, os custos horários com trabalho haviam crescido 8,7%, enquanto na zona euro avançavam 4,7% e 5,2% na UE.

O indicador abrange duas componentes, os salários e os restantes custos não-salariais, onde se incluem sobretudo contribuições sociais e impostos menos subsídios. Em ambos, a aceleração registada para Portugal no terceiro trimestre foi de 4,7%, isto em comparação com igual período do ano passado.

Já para a zona euro, os salários cresceram 3% e os restantes custos 4%, ao passo que para a UE se verificou um avanço de 3,5% nos salários e de 4,2% nos outros custos.

No que toca exclusivamente a salários, a Bulgária liderou o ranking com um avanço de 12,4%, seguida pela Lituânia, com 9,7%, e a Croácia, com 9,1%. Em sentido inverso, Malta registou um decréscimo de 1,4%, enquanto França teve o menor aumento, de apenas 1,3%.

Por sector, a indústria viu uma subida homóloga de 3,3% nos custos horários da zona euro, enquanto os serviços registaram 3,2%. A construção liderou com um avanço de 4,3%. Olhando apenas para os salários na UE, os ramos de atividade com maiores aumentos foram as ‘outras atividades de serviços’, com 4,5%, seguido da construção, com 4,3%.