O primeiro-ministro britânico exige que o magnata russo Roman Abramovich entregue o valor pelo qual vendeu o Chelsea à Ucrânia, caso contrário, o Reino Unido irá avançar para uma ação judicial, avisou esta quarta-feira, 17 de dezembro.
A posição de Keir Starmer foi dada a conhecer na Câmara dos Comuns, onde anunciou que deu instruções para os procedimentos que têm como objetivo a transferência de 2,5 mil milhões de libras (cerca de 2,8 mil milhões de euros) da venda do Chelsea, em maio de 2022, para apoiar causas humanitárias na Ucrânia.
“Posso anunciar que estamos a emitir uma licença para transferir 2,5 mil milhões de libras da venda do Chelsea que está congelada desde 2022”, afirmou Starmer.
Perante os deputados, o primeiro-ministro deixou um aviso ao bilionário russo, que também tem a nacionalidade portuguesa – ao abrigo de um regime que abrangia descendentes de judeus sefarditas portugueses. “A minha mensagem para Abramovich é esta: o tempo está a passar, honre os compromissos que assumiu e pague agora.”
Caso Roman Abramovich não o faça, irá enfrentar a justiça britânica, prometeu Keir Starmer. “Estamos preparados para ir para tribunal, para que cada cêntimo chegue àqueles cujas vidas foram destruídas pela guerra ilegal de Putin”, argumentou o primeiro-ministro, citado pelos media britânicos.
O The Guardian explica que Abramovich, alvo de sanções devido à guerra levada a cabo pela Rússia, vendeu o emblema inglês em 2022 numa altura em que estava sob pressão do governo britânico, na sequência da invasão russa da Ucrânia. Obteve uma licença do Governo para vender o clube, desde que o valor do negócio tivesse como destino as vítimas da guerra na Ucrânia, em curso há quase quatro anos.