O FC Porto venceu o Famalicão por 4-1, esta quinta-feira, no Estádio do Dragão. Os portistas seguem, assim, para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Pela frente na próxima fase terão o Benfica, que viajará até à Invicta para disputar o acesso às “meias”.

Os portistas começaram o jogo com a pressão alta habitual, sufocando a primeira linha de construção do Famalicão. Não foi preciso esperar muito pela inauguração do marcador. William Gomes aproveitou uma escorregadela de Mathias de Amorim, que deixou a bola à mercê do portista. O avançado brasileiro, isolado e na cara do guarda-redes, não desperdiçou.

Mas enganava-se quem pensava que o bom arranque iria tornar o jogo favas contadas para os portistas. Apenas seis minutos depois, aos 13’, De Haas voou no seio da defensiva dos “dragões” e cabeceou para golo. O canto marcado na direita por Gil Dias encontrou o neerlandês livre de marcação, num claro erro dos homens da defensiva “azul e branca”.

O primeiro quarto de hora foi suficiente para perceber que o Famalicão chegou ao Dragão com a lição estudada. Antecipando a superioridade numérica fabricada por Farioli em caso de falha da primeira linha de pressão, Hugo Oliveira convidou o FC Porto a jogar. Os avançados da equipa minhota não pressionavam, monitorizando apenas a movimentação das diferentes peças do xadrez “azul e branco”. Sem a habitual insistência adversária, os portistas tiveram dificuldades em ligar jogo.


Em relação à anterior jornada, Farioli mudou mais de meia equipa – à semelhança do que fez Hugo Oliveira. Nos “dragões”, entraram Martim Fernandes, Prpic, Pablo Rosário, Gabri Veiga, William Gomes e Deniz Gul. Na equipa dos minhotos entraram em campo Zlobin, Gustavo Garcia, Ibrahima Ba, Rafa Soares, Joujou e Elisor.

Os minhotos apostaram no jogo de transição rápida e na velocidade dos extremos. Assim que recuperavam a bola, ousadia era a palavra de ordem. Aos 33′, Simon Elisor teve nos pés a oportunidade de colocar o Famalicão em vantagem. Sozinho na área depois de mais uma desatenção da defensiva portista, conseguiu apenas rematar fraco e à figura de Diogo Costa.

A formação famalicense pagaria caro a oportunidade perdida. Menos de cinco minutos depois, uma perda de bola junto à área permitiu a Gabri Veiga traçar um remate forte e rasteiro. Zlobin bem tentou agarrar o esférico, mas a potência colocada pelo camisola dez dos portistas não facilitou a tarefa.

A defesa acabaria por ser incompleta e bola projectada para a frente. Victor Froholdt, qual galgo dinamarquês, bateu tudo e todos na corrida pelo esférico. A três metros de Zlobin, “fuzilou” a baliza famalicense e voltou a colocar o FC Porto na liderança do marcador.

Famalicão por cima na segunda parte

A exibição portista na primeira parte foi suficiente para sair por cima do marcador, mas não convenceu. À semelhança do que já tinha feito frente ao V. Guimarães para a Taça da Liga – partida que marcou a eliminação dos “dragões” na prova com uma derrota por 1-3 – Farioli fez entrar Samu e Rodrigo Mora.

O FC Porto esteve, essencialmente, no lugar de espectador na grande maioria dos segundos 45 minutos. O Famalicão saiu a jogar por diversas vezes, conseguindo fugir com algum à vontade do sufoco dos “dragões”. Mas os minhotos voltaram a não aproveitar as poucas oportunidades que tiveram.

Seria Samu a colocar um ponto final na partida à passagem do minuto 80. O espanhol encostou de cabeça um cruzamento da direita, estendendo para quatro o número de jogos consecutivos em que faz golo.

Houve ainda tempo, pouco antes do cair do pano, para um golo de Pepê, que deu ares de goleada à partida. Foi melhor o resultado do que a exibição, mas, ainda assim, missão cumprida para os homens de Francesco Farioli, que na próxima eliminatória vão protagonizar com o rival o clássico das meias-finais.