O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sublinhou, esta quinta-feira, que a adesão à NATO está inscrita na Constituição do país, que não tenciona alterar por exigência da Rússia. No domingo tinha admitido deixar cair a candidatura do país à NATO como contrapartida por garantias de segurança do Ocidente.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sublinhou, esta quinta-feira, que a adesão à NATO está inscrita na Constituição do país, que não tenciona alterar por exigência da Rússia.
“Não vou mudar a minha Constituição – que é o que os ucranianos decidiram – só porque isso é o que a Rússia quer”, referiu Zelensky, numa conferência de imprensa após ter-se reunido com os líderes da União Europeia (UE) em Bruxelas, acrescentando que a Ucrânia acredita merecer as garantias de segurança para travar o conflito em curso e prevenir outra eventual agressão russa.
Referindo que em Washington, desde a Presidência norte-americana liderada pelo democrata Joe Biden, lhe dizem que a Ucrânia não entrará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), o chefe de Estado ucraniano frisou que o seu objetivo é “tentar mudar essas posições”.
“Temos na Constituição a adesão à NATO e queremo-la, essas são verdadeiras garantias de segurança”, afirmou.
“A política dos EUA é que não nos vê na NATO, por agora. Mas tudo na política é por agora, a política muda e podem chegar à conclusão que a Ucrânia reforça a NATO”, prosseguiu.
“Só os membros da NATO podem dizer quem querem lá”, afirmou o governante. E concluiu: “A nossa posição mantém-se e o nosso desejo de entrar na NATO também”.
Há quatro dias, no dia 14 de dezembro, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky admitiu, na Alemanha, deixar cair a candidatura do país à NATO como contrapartida por garantias de segurança do Ocidente, altura em que rejeitou a pressão dos EUA para ceder territórios à Rússia.
Os líderes dos 27 da UE estão, esta quinta-feira, reunidos em Bruxelas para discutir o apoio financeiro à Ucrânia em 2026 e 2027, sendo a principal questão do encontro a eventual aprovação de um empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).