A integração da inteligência artificial (IA) no quotidiano está a atingir novos patamares, com a China a liderar a implementação de soluções robóticas na via pública. Este desenvolvimento promete alterar a forma como a segurança e o fluxo de trânsito são geridos nas grandes cidades.

Tecnologia ao serviço da segurança rodoviária na China

Na cidade de Hangzhou, um novo protagonista tem captado a atenção de condutores e peões: o Hangxing No. 1. Trata-se de um dispositivo robótico com 1,80 metros de altura, especificamente concebido para assumir funções de regulação rodoviária que, até agora, eram exclusivas de agentes humanos.

Embora a sua estrutura mecânica seja facilmente distinguível de um ser humano, o robô utiliza uma indumentária e equipamentos que remetem imediatamente para a autoridade policial, facilitando a sua identificação no meio urbano.

A operação deste agente tecnológico assenta num ecossistema de IA altamente sofisticado. Equipado com um conjunto de câmaras e sensores de última geração, o Hangxing No. 1 é capaz de monitorizar o estado da estrada e interpretar a sinalização luminosa em tempo real.

Para além de efetuar sinais gestuais com os seus braços articulados, o robô dispõe de um sistema de som capaz de emitir avisos verbais e o som característico de um apito policial. A sua visibilidade é reforçada por luzes integradas, garantindo que a sua presença seja notada mesmo em condições de baixa luminosidade.

O futuro da automação nas estradas europeias

Embora estas unidades estejam a ser testadas na China para apoiar os agentes em zonas de elevado congestionamento, a questão que se coloca é se esta tendência chegará à Europa. Em países como Portugal as autoridades têm investido fortemente na transição digital, utilizando radares inteligentes e ferramentas de análise de dados para a deteção de infrações.

Contudo, a introdução de robôs humanoides para o controlo direto do trânsito ainda não consta nos planos imediatos das administrações rodoviárias ibéricas.

Por agora, a robótica nas forças de segurança nacionais permanece focada em unidades especializadas para tarefas de alto risco, como a inativação de explosivos, operando de forma muito distinta destes novos guardas de trânsito autónomos que começam a patrulhar as ruas chinesas.

 

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