São as primeiras contas com a assinatura do novo governador. Álvaro Santos Pereira tomou posse em setembro, quando o Banco de Portugal apresentou o último boletim económico, mas o então recém-empossado governador não quis dar a cara pelos cálculos do antecessor, Mário Centeno.Agora, a poucos dias do ano terminar, o banco central vem melhorar as projeções de junho.




O supervisor bancário está mais otimista quanto ao desempenho das contas públicas: estima um saldo nulo este ano e um défice de 0,4 por cento em 2026; melhor do que a anterior previsão de 1,3 por cento.Já a economia deverá crescer cerca de dois por cento este ano e acelerar para 2,3 no próximo, abrandando para 1,7 por cento em 2027, fruto da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Cenário mais otimista também na dívida pública. O Banco de Portugal estima que a trajetória de redução deverá acelerar acima do previsto e que a dívida soberana recue para 88,2 por cento do PIB este ano, ficando abaixo da fasquia dos 80 por cento dentro de dois anos.

A inflação poderá acelerar ligeiramente, tal como previa esta semana o Banco Central Europeu, mas manter-se-á em torno da meta definida de dois por cento.