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O momento em que João Pedro Mendonça origina silêncio no Natal dos Hospitais

E não foi para cantar o fado. Porque saber escutar é fundamental, justificou João Pedro Mendonça, que protagonizou momento “muito estranho”.

“Se, na noite da consoada, não tiverem companhia de alguém, que se lembrem sempre que há quem esteja convosco e que se preocupe convosco por este meio, pela televisão”.

As palavras são de Jorge Gabriel, um dos vários apresentadores do Natal dos Hospitais, que nesta quinta-feira realizou a sua 67.ª edição.

Ao longo da manhã e da tarde, pelo Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e pelo Hospital São João (e com passagens breves por Açores e Madeira), passaram muitos dos artistas e grupos musicais mais conhecidos do país, como sempre.

Também são convidados diversos apresentadores ou jornalistas da RTP.

Um deles foi João Pedro Mendonça, jornalista da RTP, que protagonizou um momento raro em televisão: silêncio. Propositado.

A primeira mensagem foi clara: “Boas presenças. Esta é uma altura de presenças”.

Como habitual, João tinha preparado uma mensagem invulgar. Mas esta era mais invulgar do que o habitual, avisou o próprio a Tânia Ribas de Oliveira: “Se confiares em mim, vai acontecer aqui uma coisa muito estranha em televisão”.

Silêncio.

Nos 12 segundos seguintes, João Pedro Mendonça ficou calado, Tânia Ribas de Oliveira também, e praticamente todos os presentes seguiram o momento.

Silêncio.

Não nos agride, pois não?”, perguntou o repórter da RTP.

“Na música, costumo dizer que a pausa é uma das notas mais importantes, porque permite-nos chamar a atenção”.

E, então, seguiu para o ponto central da sua mensagem: “Escutem. Mais do que falam. Escutem. Mais do que escrevem. Dêem os vossos ouvidos aos outros. Este é o dia de falarmos ao coração dos outros. E falar ao coração dos outros pode ser escutar. Há mais gente a precisar de saber escutar, apesar de haver muita gente a precisar de saber falar. Escolham o momento de escutar os vossos, os nossos, uns aos outros. E boas festas”.

E, por falar em presença, trouxe dois presentes. Um para a colega Tânia, outro para a colega Lília, operadora de câmara da RTP. “Que está ali fora a lutar pela vida. De um lado e do outro da câmara, estamos iguais”.


Nuno Teixeira da Silva, ZAP //


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