O padre Arsénio Isidoro, antigo diretor da Casa do Gaiato de Loures, foi condenado a cinco anos de prisão efetiva.
Em causa está o desvio de quase 800 mil euros de várias instituições de solidariedade social para, em conjunto com uma namorada, a gestora Ana Cristina Gabriel, financiar uma vida de luxo.
A mulher foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão efetiva e terão de pagar indemnizações de 2,5 milhões de euros.
O tribunal deu como provado que os arguidos utilizaram contas bancárias e estruturas associadas a instituições de solidariedade social para desviar fundos, aplicando-os em despesas pessoais, viagens, bens de luxo e outros gastos alheios às finalidades das organizações.
De acordo com a decisão judicial, os factos ocorreram ao longo de vários anos, aproveitando a posição de confiança e liderança exercida por Arsénio Isidoro enquanto responsável máximo da Casa do Gaiato de Loures, uma instituição dedicada ao acolhimento de crianças e jovens em risco.
Além das penas de prisão efetiva, os arguidos foram ainda condenados ao pagamento de indemnizações no valor global de 2,5 milhões de euros, destinadas a ressarcir as instituições lesadas. A sentença ainda pode ser objeto de recurso.