Os Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra vários alvos do Daesh na Síria nesta sexta-feira, noticiou o New York Times, citando um responsável norte-americano que falou sob anonimato. A operação envolveu caças-bombardeiro e helicópteros, auxiliados por disparos de artilharia, detalha o jornal. Os ataques retaliatórios são uma “declaração de vingança”, após a morte de dois soldados e um intérprete norte-americanos na Síria, afirmou o secretário de Defesa norte-americano.
A ofensiva ter-se-á prolongado por várias horas e abrangerá diversas regiões da Síria. A extensão geográfica do ataque foi testemunhada pela população síria, que acorreu às redes sociais para partilhar relatos e imagens da operação militar, mas focar-se-á sobretudo na região central do país.
Os ataques ocorreram depois de o Presidente Donald Trump ter prometido resposta à morte de militares norte-americanos no passado fim-de-semana na Síria, após um ataque perpetrado por um suspeito membro do Daesh.
Dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil foram mortos no sábado, 13, na cidade de Palmira, no centro da Síria, por um homem que visou um comboio onde viajavam forças norte-americanas e sírias, antes de ser abatido, informou o Exército norte-americano. Outros três soldados norte-americanos ficaram feridos no ataque.
“Isto não é o início de uma guerra — é uma declaração de vingança”, escreveu Pete Hegseth na rede social X. “Como dissemos imediatamente após o ataque selvagem, se atacarem americanos — em qualquer parte do mundo — passarão o resto da vossa breve e angustiada vida a saber que os Estados Unidos vos vão caçar, encontrar e matar sem piedade”, lê-se ainda na publicação do secretário de Defesa norte-americano.
Uma coligação liderada pelos EUA tem realizado nos últimos meses ataques aéreos e operações terrestres na Síria, visando suspeitos do Daesh, muitas vezes com a participação das forças de segurança sírias.
O ataque de que as forças norte-americanas foram alvo no fim-de-semana passado foi o primeiro com baixas para os EUA desde a queda do regime Bashar al-Assad. No entanto, nenhum grupo reivindicou até ao momento a autoria do ataque. Os serviços de inteligência norte-americanos apontam contudo o dedo ao Daesh.
Washington mantém cerca de um milhar de militares na Síria, metade do contingente que estava destacado naquele país no início do ano. Parte da presença no país é justificada pelo Pentágono com o receio de que o Daesh possa tentar libertar milhares de elementos seus detidos no Nordeste do país.