A britânica Laura Crane, de 30 anos, pode ter surfado a maior onda já registrada por uma mulher. Ex-participante do reality show Love Island, ela enfrentou uma ondulação gigantesca em Nazaré, em Portugal, durante o Nazaré Big Wave Challenge, no fim de semana, e agora aguarda a análise do Guinness World Records.

Caso o feito seja homologado, Laura superará o recorde de 22,4 metros (73,5 pés) estabelecido pela brasileira Maya Gabeira em 2020, também em Nazaré — marco histórico para o surfe feminino e referência mundial na modalidade de ondas grandes.

— É simplesmente insano, uma experiência totalmente transcendental — disse Laura ao The Times. — Você se move muito rápido e precisa confiar no treinamento, no corpo, na mente e no oceano.

A surfista foi rebocada por um jet ski, alcançando cerca de 48 km/h, método comum nas sessões de ondas gigantes. Segundo ela, o maior desafio foi controlar o medo ao olhar para trás e visualizar a dimensão da onda.

— O primeiro sentimento é o medo. Depois, é preciso controlar isso e estar o mais presente possível — afirmou.

Conhecida por produzir algumas das maiores ondas do planeta, Nazaré é considerada um dos picos mais desafiadores do surfe mundial. Um erro pode ter consequências graves. Em 2023, o surfista brasileiro Márcio Freire morreu após um acidente durante uma sessão de ondas grandes no local, episódio que reforçou os riscos envolvidos na prática.

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Laura, que no início do ano fraturou o tornozelo surfando em Nazaré, acredita que as semelhanças entre seu drop e o de Maya Gabeira podem facilitar a validação do recorde. A avaliação, no entanto, pode levar anos até uma decisão final.

Após sair da onda, a britânica contou que chorou de emoção, aliviada por ter conseguido manter o controle durante a descida.

— Fiz o máximo para não entrar em pânico — disse.