As autoridades marroquinas acusam o suspeito, de 45 anos, de integrar uma organização criminosa dedicada à imigração ilegal. O seu papel seria o de angariar compatriotas interessados em mudar-se para a Europa, mas que não cumpriam os requisitos legais exigidos pelos países de destino.
Outra das suas funções era acompanhar os “clientes” até aos camiões que os levaria, escondidos entre a mercadoria e sem os documentos necessários, à Europa, especialmente ao sul de Espanha, e, por todo este trabalho, terá arrecadado cerca de 50 mil euros, ao longo do tempo.
Em maio de 2022, a organização criminosa para a qual o marroquino trabalhava foi desmantelada e este acusado do crime de auxílio à imigração ilegal. Porém, antes de ser detido e enfrentar um julgamento que poderia condená-lo a 20 anos de prisão, fugiu para Portugal, onde entrou com um visto turístico.
Obteve autorização de residência
Instalou-se em Odivelas e montou uma barbearia em Lisboa. Era neste estabelecimento que passava a maior parte das horas e nunca levantou qualquer suspeita aos vizinhos e às autoridades. Aliás, obteve autorização de residência e permanecia no país em condições legais.
O problema só surgiu quando, recentemente, as autoridades marroquinas emitiram um mandado de detenção criminal com o seu nome. A Polícia Judiciária, através da Unidade de Informação Criminal, rapidamente o localizou e, na quinta-feira, avançou para a sua detenção.
A interceção ocorreu na rua e, após ter sido levado ao Tribunal da Relação de Lisboa, o marroquino foi posto em prisão preventiva.