O mercado global de wearables registou um crescimento em 2025. Segundo os dados mais recentes da IDC, o setor ultrapassou a marca dos 150 milhões de unidades. Entre janeiro e setembro de 2025, as remessas globais cresceram 10%. Este desempenho foi liderado pela Huawei, que se consolidou no topo da tabela, seguida de perto por uma Xiaomi em fase de crescimento acelerado.
Huawei lidera e Xiaomi cresce muito neste mercado
A Huawei manteve-se como a fabricante número um ao longo dos três primeiros trimestres, enviando cerca de 28,6 milhões de unidades para as lojas. O sucesso da marca assenta na popularidade de modelos como o Watch GT 6 e a variante Pro. Embora a grande maioria das vendas continue concentrada no mercado doméstico chinês (20,8 milhões), a empresa tem intensificado a sua presença em mercados estrangeiros.
No entanto, é a Xiaomi que reclama o título de marca com o crescimento mais rápido entre o “top 5”. Com 27,9 milhões de unidades enviadas, a tecnológica de Pequim beneficiou da forte tração de dispositivos acessíveis, como a Xiaomi Smart Band 10 e os novos relógios da linha Redmi. Para além do domínio na China, a Xiaomi conseguiu penetrar com sucesso no Sudeste Asiático e na América do Sul.
Enquanto as marcas chinesas escalam, fabricantes tradicionais como a Apple e a Samsung enfrentam novos desafios. A Apple, que ocupou historicamente o primeiro lugar, encontra-se agora na terceira posição global. Analistas apontam que “as marcas chinesas estão a definir o ritmo em escala, acessibilidade e integração, posicionando-se como desafiantes globais”, e isso traz uma redistribuição das quotas de mercado.
O regresso das smartbands ao mercado dos wearables
Um dado interessante deste relatório é o ressurgimento do interesse pelas pulseiras de fitness e trackers básicos. Este segmento específico registou um aumento substancial de 21,3% face ao ano anterior, totalizando 32,86 milhões de unidades.
A IDC prevê que esta tendência de crescimento se mantenha. No mercado chinês, por exemplo, estima-se que as remessas de dispositivos de pulso possam atingir os 79,58 milhões de unidades em 2026, representando uma subida contínua na ordem dos 5%. Este cenário confirma que, para o consumidor atual, a autonomia de bateria e o preço competitivo são fatores tão decisivos quanto o prestígio da marca.

