O treinador do Besiktas, Sergen Yalçin, deixou críticas às prestações do futebolista português Rafa Silva nos treinos, afirmando que, da forma como tudo se tem desenrolado na semana de trabalho, «as portas não estão abertas» para que o atleta jogue.

Rafa Silva voltou às opções no jogo deste sábado, na vitória por 1-0 ante o Caykur Rizespor, em jogo da 17.ª jornada da liga turca. Porém, não saiu do banco de suplentes. O português de 32 anos tem sido caso no último mês na Turquia e há possibilidade de sair do clube. Não joga desde 2 de novembro e, nos cinco jogos anteriores a este, nem sequer foi convocado.

«Explodiu uma bomba nas nossas mãos, no lugar que menos esperávamos. Enfrentámos o problema com Rafa Silva. Enquanto eu tentava segurar o jogador, a dizer para ele se esforçar, enquanto tentava não ter problemas, não perder o jogador ou os adeptos, a tentar ser gentil com este e aquele, a bomba explodiu nas minhas mãos», referiu Sergen Yalçin, sobre o português, após o jogo, em declarações à beIN Sports.

«Não quero falar muito sobre o Rafa. O treino do Rafa Silva é nota zero em dez. Se ele ficar durante a pausa e treinar connosco como um jogador de futebol, vamos abrir as nossas portas para ele. Mas, na situação atual, as nossas portas não estão abertas», prosseguiu.

«Quando comecei o trabalho, eu sabia que ia ser difícil, mas há um limite para o quão difícil pode ser. Infelizmente, muitas coisas que não queríamos aconteceram connosco. Apesar disso, estamos a tentar manter-nos firmes. Vamos melhorar, vamos corrigir as coisas. Se os nossos adeptos confiarem em nós, o jogo vai melhorar. Este não é o Besiktas», disse, ainda.

Na conferência de imprensa, Yalçin também abordou a situação de Rafa Silva. «Ele está a treinar de acordo com o previsto no contrato. Se eu fosse a dar uma nota de zero a dez, daria zero. Além disso, seria prejudicial à saúde dele se entrasse em campo agora. Não podemos escalá-lo. Não é culpa nossa. Se ele treinar e se preparar, podemos avaliar. Como equipa, nunca vivenciámos uma situação como esta nas nossas carreiras como treinadores e não sabemos como resolvê-la. Ele é o jogador mais caro da equipa. É um jogador com qualidades extra, mas se não me é útil, de que me serve?», atirou o técnico.