O Departamento do Comércio norte-americano refere, transcrito na France24, que caso a União Europeia e os seus Estados-membros “insistam em continuar a restringir, limitar e prejudicar” a competitividade dos prestadores de serviços norte-americanos “através de meios discriminatórios”, os Estados Unidos “não terão outra escolha senão começar a utilizar todas as ferramentas à sua disposição para combater estas medidas injustificadas”.
Os Estados Unidos ameaçaram, na terça-feira, avançar com taxas ou restrições a serviços europeus devido ao que considera serem “ações discriminatórias” contra as empresas norte-americanas.
A ameaça foi visível na rede social X (antigo Twitter) e partiu do gabinete Gabinete do Representante do Comércio dos Estados Unidos. Na publicação a União Europeia e alguns dos seus Estados-membros são acusados de lançarem “processos judiciais, impostos, multas e diretivas discriminatórias e abusivas contra prestadores de serviços norte-americanos”, quando as empresas da União Europeia, usando como exemplo a Accenture, a DHL, a Siemens, o Spotify, “operam livremente” nos Estados Unidos.
O mesmo departamento norte-americano refere, transcrito na France24, que caso a União Europeia e os seus Estados-membros “insistam em continuar a restringir, limitar e prejudicar” a competitividade dos prestadores de serviços norte-americanos “através de meios discriminatórios”, os Estados Unidos “não terão outra escolha senão começar a utilizar todas as ferramentas à sua disposição para combater estas medidas injustificadas”.
Na mesma publicação é referido que a legislação norte-americana prevê a cobrança de taxas ou restrições a serviços estrangeiros, entre outras ações, e voltou a elencar outros prestadores de serviços da União Europeia como a Amadeus, Capgemini, Mistral, Publicis e a SAP.
Em resposta a Comissão Europeia disse, transcrita pela France24, que as suas regras “se aplicam de forma igualitária e justa” a todas as empresas que operam na União Europeia. O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, referiu ainda que os regulamentos do bloco visam garantem “um ambiente seguro, justo e equitativo na União Europeia, em linha com as expectativas dos seus cidadãos” e realçou que a fiscalização é realizada “sem discriminação”.
Thomas Regnier adiantou também que a União Europeia estava a “implementar” os compromissos da Declaração Conjunta entre a União Europeia e os Estados Unidos para além de “continuar” com o seu relacionamento com os Estados Unidos em matérias comerciais.