As autoridades judiciais decretaram prisão preventiva a um homem de 42 anos, suspeito de estar envolvido no esquema fraudulento conhecido como “falso acidente”, uma burla que tem como principais vítimas pessoas idosas.
Como funciona o esquema do “falso acidente”?
Este tipo de burla baseia-se na simulação de um acidente rodoviário. O suspeito abordava as vítimas de forma repentina, exaltada e intimidatória, acusando-as de terem provocado danos no seu veículo, mesmo sem qualquer colisão real.
Perante a pressão psicológica e o receio de consequências legais, as vítimas eram levadas a entregar dinheiro em numerário, sob o pretexto de resolver a situação no local, evitando seguradoras ou a intervenção da polícia.
Segundo as autoridades, o esquema era direcionado sobretudo a condutores idosos, considerados mais vulneráveis a este tipo de intimidação. Em vários casos, o arguido aproveitava-se do nervosismo e da boa-fé das vítimas para obter vantagens financeiras imediatas.
O tribunal considerou existirem fortes indícios da prática do crime, bem como perigo de continuação da atividade criminosa, razão pela qual foi aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Esta decisão surge num contexto de aumento deste tipo de burlas em Portugal, levando as autoridades a reforçar os alertas à população.
A PSP e a GNR aconselham que, em situações suspeitas:
- Nunca se entregue dinheiro no local;
- Seja sempre chamada a polícia;
- Não se aceite “resolver” acidentes sem registo oficial;
- Em caso de dúvida, contacte um familiar ou as autoridades.
O esquema do falso acidente é mais um exemplo de como a criminalidade se adapta e explora a vulnerabilidade das pessoas. As autoridades reforçam a importância da denúncia imediata, mesmo quando os prejuízos parecem reduzidos, para evitar que estes crimes se repitam.

