Um funcionário do Palácio do Eliseu, a residência oficial do Presidente francês, foi detido por suspeita de furtar talheres de prata e peças de porcelana, no valor de 40 mil euros, para depois as vender e leiloar, avançam os meios de comunicação franceses. Foram também detidos dois outros homens por suspeita de serem cúmplices dos furtos.
O principal suspeito cumpria funções de “mordomo de prata”. Isto é, armazenava, organizava, polia e inventariava talheres e outros elementos de prata e porcelana tendencialmente usados nas visitas de membros da realeza ou figuras internacionais à residência oficial de Emmanuel Macron em Paris.
Os suspeitos já compareceram em tribunal, no dia 18 de Dezembro, e o julgamento está marcado para 26 de Fevereiro. Estão proibidos de ter contacto uns com os outros e foram suspensos das suas actividades profissionais e de locais de leilão.
Um dos homens é, segundo o Le Figaro, um segurança do Museu do Louvre. É suspeito de comprar algumas daquelas peças, consideradas património nacional.
As autoridades foram alertadas na semana passada para o desaparecimento de vários objectos de prata e porcelana. Segundo o The Guardian, o alerta foi dado por funcionários da fábrica de porcelana Manufacture Nationale de Sèvres, onde foram feitos alguns dos artigos, que terão reconhecido os objectos em sites de leilões.
Rapidamente, as pistas levaram ao funcionário que tinha também uma conta na Vinted, onde estavam fotografias de alguns dos objectos furtados.
Os meios de comunicação franceses avançam que as autoridades conseguiram recuperar cerca de 100 dos objectos em falta e que estes já foram devolvidos ao Palácio do Eliseu. As peças foram encontradas sobretudo na residência do funcionário, no seu carro e num cacifo.
Este caso junta-se a uma série de outros que tem virado as atenções para a segurança das instituições culturais francesas. Nos últimos meses, o Museu Nacional de História Natural de Paris também foi alvo de um assalto, bem como a Maison de Lumiéres, um museu de porcelana em Limoges e um museu em Langres. Não esquecendo, claro, o assalto à luz do dia ao Museu do Louvre ocorrido em Outubro que, apesar da detenção de quatro suspeitos, ainda não foram recuperadas jóias no valor de 88 milhões de euros.