US DoD / Flickr

Caça bombardeiro F-15E Strike Eagle

As autoridades norte-americanas anunciaram, esta sexta-feira, o lançamento de um “ataque maciço” contra alvos do Estado Islâmico na Síria, em retaliação por um ataque que matou três norte-americanos, incluindo dois militares, no país.

O Comando Central norte-americano (CENTCOM) anunciou, esta sexta-feira ao final do dia, num breve comunicado, que as suas forças “iniciaram um ataque em grande escala contra as infraestruturas e os depósitos de armas do Estado Islâmico na Síria”.

As forças armadas norte-americanas atingiram nas últimas horas mais de 70 alvos do Estado Islâmico (EI) em várias localidades do centro da Síria,

Um responsável norte-americano disse à Associated Press que o ataque foi realizado com caças F-15 Eagle, aviões de ataque ao solo A-10 Thunderbolt e helicópteros AH-64 Apache.

“Este ataque maciço ocorre após o ataque de 13 de dezembro contra as forças norte-americanas e aliadas”, adiantou, em referência ao atentado mortal contra os seus militares na província síria de Palmira.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, referiu nas redes sociais que o objetivo do ataque é “eliminar os combatentes, as infraestruturas e as instalações de armamento do Estado Islâmico” na Síria.

“Declaração de vingança. Vamos continuar”

“Este não é o início de uma guerra — é uma declaração de vingança. Os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Trump, nunca hesitarão e nunca cederão na defesa do seu povo”, adiantou.

O responsável, que falou sob anonimato dada a natureza sensível das operações, adiantou que deverão ter lugar mais ataques.

“Hoje caçamos e matamos inimigos. Muitos inimigos. E vamos continuar”, sublinhou o secretário da Defesa.

Trump quer vingar morte dos “heróis”

Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou em comunicado que o Presidente Donald Trump está a “cumprir a promessa” de vingar a morte dos “heróis” norte-americanos pelo EI.

Trump reuniu-se esta semana em privado na Base Aérea de Dover, no Delaware, com as famílias dos norte-americanos mortos.

Juntou-se depois a altos oficiais militares e outras autoridades na pista de aterragem para a solene transferência dos corpos, um ritual silencioso em homenagem aos militares norte-americanos mortos em combate.

Washington afirmou que os norte-americanos foram mortos na sequência de uma “emboscada por um atirador isolado” do EI, que no passado controlava a região de Palmira.

Três outros soldados norte-americanos ficaram feridos neste atentado, de acordo com o comando militar americano para o Médio Oriente.

O agressor, um membro das forças de segurança sírias que se terá radicalizado, também morreu.

O contingente norte-americano estava na região desértica de Palmira para uma missão de apoio às operações em curso contra o EI, segundo o Pentágono, que adiantou que o civil norte-americano morto era um intérprete.

O governo sírio condenou o “ataque terrorista”, que também feriu dois membros das forças de segurança sírias, segundo a agência oficial Sana.

Trump afirmou ter o apoio do governo da Síria para o ataque lançado contra alvos do Estado Islâmico no país

As forças da coligação contra o Estado Islâmico, liderada pelos EUA, na Síria, lançaram, no sábado, uma campanha de detenções após o ataque.


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