A ideia de emigrar surgiu em 2017, meio ano depois de a tia escolher o mesmo destino. Em agosto, com um contrato de trabalho a terminar e sem perspetiva de ser renovado, Marlene decidiu que não tinha nada a perder. Mudou-se com o filho de sete anos, Salvador, e lá construiu a vida. Enquanto o filho voltou a repetir o primeiro ano por causa da língua, uma adaptação necessária para que pudesse acompanhar a escola, Marlene, que falava inglês e um pouco de francês, começou a trabalhar com emprega de limpeza de escritórios, mas, um mês depois, enveredou pelo caminho da restauração, trabalhando durante um ano num café-restaurante e, depois, num café português, onde falar a língua de “casa” aliviava as saudades.
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