Começo pelo fim: a viagem pode ser longa e custosa, mas vale a pena. Não é todos os dias, semanas, meses, anos, lustros, décadas, etc. que temos a sorte de ver uma exposição que faça jus ao génio poliédrico de Man Ray (1890-1976) — o artista que abandonou transitoriamente a pintura em 1921 para revolucionar a fotografia. Nascido em Filadélfia, filho de imigrantes russos judeus, Emmanuel Radnitsky cresceu e afirmou-se em Nova Iorque como artista e designer gráfico, para depois segmentar a sua vida por Paris (1921-40), Hollywood (1940-51) e novamente Paris, onde morreu e ficou sepultado no cemitério de Montparnasse. Incompreendido na América, seria celebrado em França; só a ocupação nazi de Paris em junho de 1940 o forçaria ao interregno de Hollywood. A propósito: o regresso aos EUA ocorreu via Lisboa, na companhia do compositor Virgil Thomson e do casal Salvador e Gala Dalí.
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