Também a União Europeia (UE) reagiu à nomeação de um enviado dos EUA para a Gronelândia.
É “essencial”, para a UE, “preservar a integridade territorial” e a “soberania” do Reino da Dinamarca, segundo afirmou Anouar El Anouni, porta-voz do bloco comunitário para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
“Preservar a integridade territorial do Reino da Dinamarca, sua soberania e a inviabilidade de suas fronteiras é essencial para a União Europeia”, referiu o responsável da UE, citado pela Reuters.
O território do Ártico, com uma população de 57 mil habitantes distribuídos por 2,1 milhões de quilómetros quadrados (80% dos quais permanentemente cobertos de gelo), depende essencialmente das receitas da pesca e da ajuda da Dinamarca, que cobre quase metade das despesas orçamentais.
Desde 2010 que a Gronelândia tem um novo Estatuto de Autonomia que reconhece o direito à autodeterminação, uma possibilidade apoiada pela maioria dos seus habitantes, embora não à custa de uma descida do nível de vida.
Ao mesmo tempo, os residentes rejeitaram a anexação pelos Estados Unidos, de acordo com as sondagens que foram publicadas nos últimos meses.
Um poder executivo de coligação une todos os grupos políticos moderados pró-independência e governa o território após as eleições regionais realizadas no passado mês de março.
A Dinamarca aumentou os investimentos militares e económicos na Gronelândia no último ano.
Por outro lado, Copenhaga, retratou-se oficialmente sobre o escândalo relacionado com a implantação de dispositivos contracetivos intra-uterinos (DIUs) em milhares de mulheres da Gronelândia durante várias décadas.
Os dispositivos foram colocados sem autorização com o intuito de controlar a população local tendo Copenhaga anunciado indemnizações às vítimas.