Fanil Sarvarov ia a sair de casa quando o carro explodiu violentamente

É um novo golpe no coração da Rússia, que acordou com a notícia da morte do tenente-general Fanil Sarvarov.

O militar de alta patente estava a sair com o seu carro da zona residencial da rua Yasenevaya, no sudeste de Moscovo, quando uma bomba explodiu o veículo.

Por volta das 07:00 locais (menos duas horas em Portugal Continental), o Kia Sorento o militar russo explodia, ferimento gravemente Fanil Sarvarov, que ainda foi levado para o hospital, mas acabou por não resistir.

Chefe da diretoria operacional de treino das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov é mais um militar de alta patente que morre desde o início da guerra da Ucrânia.

Sem adiantar muitas informações, do Estado russo sabe-se apenas que o Comité de Investigação está com o caso e que o presidente, Vladimir Putin, já foi informado do que aconteceu.

Foi assim que ficou o carro onde seguia Fanil Sarvarov (AP)

Foi assim que ficou o carro onde seguia Fanil Sarvarov (AP)

Trata-se de um grande golpe no orgulho militar russo, ainda mais quando Moscovo vai conseguindo, mesmo que num ritmo lento, avançar em várias direções da linha da frente.

O Comité de Investigação, que tem a cargo os crimes de maior complexidade, confirmou que estão a ser analisadas todas as possibilidades relacionadas com este ataque. Entre essas hipóteses está, claro, a ligação aos serviços secretos da Ucrânia.

Esta é a terceira vez em apenas um ano que um oficial russo ligado à invasão é morto com ataques à bomba em Moscovo. Antes deste caso, o major-general Yaroslav Moskalik, que também supervisionava as operações das Forças Armadas, morreu de forma semelhante em abril.

Ainda antes disso, em dezembro de 2024, o tenente-general Igor Kirillov, que chefiava as forças nucleares, químicas e biológicas, morreu numa explosão causada por uma bomba colocada numa mota.

Fanil Sarvarov

Fanil Sarvarov (AP)

A Ucrânia nunca é muito vocal ou direta a assumir ou a afastar a responsabilidade por estes ataques, mas responsáveis das secretas já admitiram que a morte de Igor Kirillov foi responsabilidade de uma operação de Kiev.