Portugal está dando passos concretos para substituir seus antigos caças F-16AM/BM por aeronaves de quinta geração, com o Lockheed Martin F-35 surgindo como o principal candidato no programa de modernização da Força Aérea, anunciou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general João Cartaxo Alves.

Em entrevista publicada no jornal Diário de Notícias no dia 19 de dezembro de 2025, o general confirmou que o governo português planeja adquirir entre 14 e 28 caças F-35A, no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar. A iniciativa representa a mais significativa modernização das capacidades aéreas do país em décadas e alinha Portugal às forças aéreas modernas da OTAN.

Segundo o comandante, a aquisição de aeronaves de quinta geração atende à necessidade de manter interoperabilidade com aliados e adaptar a Força Aérea Portuguesa às exigências tecnológicas e operacionais atuais. A transição para plataformas mais avançadas é considerada essencial para garantir a eficácia da defesa aérea, especialmente em operações conjuntas com parceiros da aliança.

A substituição dos F-16, que servem há mais de trinta anos, vem sendo discutida há anos, mas somente agora o processo ganhou ritmo. A perspectiva de adquirir caças furtivos coloca Portugal no mesmo patamar de modernização de outros países europeus e membros da OTAN que já operam o F-35.

Embora ainda não exista um contrato definitivo, fontes ligadas ao processo indicam que as negociações com os Estados Unidos — incluindo um possível pedido formal pelo programa Foreign Military Sales (FMS) — devem avançar em 2026. Caso aprovado, as primeiras entregas estão previstas para o final da década.

A eventual chegada dos F-35, aeronaves que combinam baixa observabilidade, sensores avançados e alta conectividade, é vista por analistas de defesa como um passo decisivo para fortalecer a postura defensiva de Portugal no Atlântico Norte e ampliar sua contribuição para missões da OTAN e parcerias estratégicas internacionais.■

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