Bill Gates, cofundador da Microsoft e uma das figuras mais influentes no setor tecnológico mundial, voltou a gerar interesse com uma previsão que tinha feito para 2025: a entrada dos veículos autónomos no quotidiano. Apesar de avanços significativos em algumas regiões, esta realidade ainda não se concretizou plenamente.
O magnata destaca que a atual era tecnológica, marcada pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial e da robótica, está a preparar o terreno para esta transformação. Gates afirmou que “estamos nos primeiros dias de uma era autónoma. Estou impaciente por ver as novas possibilidades”, sublinhando que o transporte automatizado será um dos grandes protagonistas da mobilidade futura.
A previsão do empresário refere-se sobretudo aos veículos de transporte de longa distância, como camiões e veículos comerciais, que deverão ser os primeiros a adotar tecnologias autónomas. Esta escolha é motivada por dois fatores principais: reduzir acidentes causados por erros humanos — responsáveis pela maioria dos sinistros rodoviários — e aumentar a eficiência económica, diminuindo o consumo de combustível e os custos operacionais.
Nos Estados Unidos e na China, algumas cidades já dispõem de táxis autónomos operados por empresas como a Waymo, subsidiária da Google, e prevê-se que a tecnologia chegue à Europa em 2026, começando pela Alemanha e pelo Reino Unido. No entanto, a introdução será gradual e altamente regulada pelas autoridades, à medida que se adaptam leis e normas de segurança à condução autónoma. Gates salientou ainda que as frotas empresariais serão mais rápidas a adotar estas tecnologias do que os veículos pessoais, devido ao custo elevado destes últimos.
Apesar dos avanços, a condução autónoma enfrenta desafios técnicos e legais. É necessário aperfeiçoar algoritmos, engenharia e sistemas de segurança antes de a tecnologia se tornar massiva. A adaptação da legislação e a aceitação social também serão determinantes para que os veículos autónomos possam, de facto, revolucionar a forma como as pessoas viajam e se deslocam diariamente.
Gates acredita que, embora ainda longe de ser universal, esta revolução no transporte será inevitável, transformando radicalmente o setor automóvel e a mobilidade urbana, com impactos significativos na segurança, eficiência e custos operacionais.