Washington decidiu, esta segunda-feira, fechar o céu aos drones estrangeiros. A DJI e todos os fabricantes não americanos deixarão de poder comercializar novos modelos nos Estados Unidos, na sequência de uma decisão da autoridade local das telecomunicações.

Imagem de um dos drones da DJI

Após a votação em novembro do regulador, agora a Comissão Federal das Comunicações (FCC) anunciou, esta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, ter inscrito oficialmente a chinesa DJI e a totalidade dos drones estrangeiros na sua lista de ameaças à segurança nacional, a chamada Covered List.

Uma viragem radical que condena estes fabricantes a permanecerem definitivamente no solo em território norte-americano.

Novos drones estrangeiros privados de certificação americana

Ao acrescentar os drones não americanos, como os da conhecida marca chinesa DJI, à lista de equipamentos da Covered List, a autoridade impede qualquer certificação para os futuros aparelhos dos fabricantes visados, bem como para os seus componentes.

Ora, esta homologação técnica continua a ser o passe obrigatório para vender qualquer drone em solo americano.

Quem já possui um destes aparelhos voadores pode, ainda assim, ficar descansado. Os modelos atualmente autorizados escapam a esta proibição.

O seu drone pode, portanto, continuar as suas acrobacias aéreas sem restrições, e os revendedores mantêm o direito de escoar os seus stocks. Apenas as futuras gamas ficam na lista negra, antes mesmo de serem concebidas.

DJI na mira das autoridades americanas há muito tempo

Esta decisão, que não deixará de causar impacto, marca o culminar de um processo iniciado há vários anos. Já em 202o, responsáveis da FCC defendiam o banir da DJI. O fabricante chinês encontra se hoje na mira da administração Trump, que deixou de contemporizar nas questões de soberania tecnológica.

As autoridades americanas consideram estes equipamentos como apresentando «riscos inaceitáveis» para a segurança nacional, sem, no entanto, detalharem publicamente a natureza exata dessas ameaças.

Esta discrição alimenta, sem surpresa, especulações num contexto de tensões geopolíticas entre Washington e Pequim. Uma coisa é certa: os Estados Unidos querem agora privilegiar a sua própria indústria em tudo o que voa sobre o seu território, e isso não se limita apenas aos drones.

Donald Trump nunca escondeu, por exemplo, a sua vontade de promover a Boeing, em detrimento da europeia Airbus.