É considerado o maior navio do mundo, construído nos estaleiros West Sea em Viana do Castelo, no norte do país, e chegou a Lisboa no dia 17 de dezembro para assinalar a sua primeira escala, numa jornada que agora inicia pelos mares do mundo ao serviço do turismo de cruzeiro.
O Star Seeker custou quase 70 milhões de euros e vai integrar a frota da Windstar Cruises, que já com um total de oito navios. Alguns são gémeos desta embarcação, como o Star Explorer (ex-World Explorer) ou o primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal e ainda o World Navigator, World Voyager, World Traveller, World Discoverer e World Adventurer, outros navios construídos nos Estaleiros Navais West Sea, em Viana do Castelo.
O projeto foi originalmente encomendado pela Mystic Cruises, do empresário Mário Ferreira, para a marca Atlas Ocean Voyages. Agora, terá ao leme, o comandante Thomas Schofield, que recebeu uma placa comemorativa da primeira escala do navio, depois da sua saída dos estaleiros no norte do país, com escolta de rebocadores da empresa Portugs, de onde zarpou até ao porto de Lisboa.
Em comunicado, a Administração do Porto de Lisboa (APL) considera que este navio representa um símbolo do talento, da inovação e da capacidade da indústria naval nacional, demonstrando que Portugal se afirma na linha da frente da construção naval de última geração e reforça o papel estratégico do país nestes setores marítimos.
Adianta ainda que produz ganhos para Lisboa como uma das principais portas de entrada de turistas na Europa, mas também um contributo relevante para a dinamização da economia local, a criação de emprego qualificado e a valorização da cidade enquanto capital marítima e turística de referência internacional.
De acordo com um estudo divulgado recentemente pela APL, realizado pela Nova SBE, a indústria de cruzeiros tem um impacto 1934 milhões de euros em Lisboa. É uma atividade representa mais de 0,3% do PIB nacional. Só em 2023 gerou quase 794 milhões de euros, o que significou um aumento de 136%, ou seja, mais 458 milhões de euros face aos 336 milhões de 2019.
O sector é também responsável por 2,16% do PIB do turismo nacional só em Lisboa, onde se geraram os tais 1934 milhões de euros em produção e um impacto direto de 794 milhões de euros.
Cada navio de cruzeiro que faz escala no porto de Lisboa contribui, em média, com 2,29 milhões de euros para o PIB, cria 59 postos de trabalho e gera 0,91 milhões de euros em receitas fiscais. Estes valores representam um crescimento significativo face a 2019.
Este tipo de passageiros gastam, em média, 159 euros e deixa impacto em vários setores da economia portuguesa, como no alojamento, onde registou 142 milhões de euros, nas agências de viagens gerou 112,8 milhões de euros, nas vendas a retalho 108,8 milhões de euros, na restauração 81,3 milhões de euros e nos transportes receitas de 79,6 milhões de euros.
A indústria dos cruzeiros foi ainda responsável por 1934 milhões de euros em produção, 317 milhões de euros em impostos e criação de mais de 20 mil postos de trabalho só em 2023, valores que representam quase o triplo dos verificados em 2019, considerado o melhor ano de sempre para o turismo, antes da pandemia.