A GNR foi chamada ao local cerca das 12 horas, após um alerta para agressões em contexto familiar, tendo encontrado uma situação de homicídio seguido de suicídio.

O homicida chegou à casa onde vivia mãe e filho armado de uma faca. Começou por tentar agredir a mulher que se terá refugiado em casa de um vizinho, tendo alertado a GNR.

A criança, filho da ex-companheira do homicida, ficou dentro da habitação, onde o suspeito se barricou e onde acabou por matar o menor à facada.

À chegada da patrulha, o homem terá feito explodir uma botija de gás, provocando ferimentos na mãe da criança e num militar da Guarda. O agressor foi encontrado sem vida no mesmo local.

Foto: Nuno Brites

Ainda segundo apurámos, a relação do casal terá sido pautada por vários casos de violência doméstica e, há cerca de dois anos, a mulher, de nacionalidade inglesa, terá apresentado uma queixa na GNR.

Ao que o JN apurou, o suspeito já tinha cumprido sete anos de prisão por outro homicídio.

A PJ de Leiria que tomou conta da investigação já veio esclarecer que tanto o agressor como o menor foram mortos por esfaqueamento.

“Tratam-se das mortes por esfaqueamento de um adolescente de 13 anos e do presumível autor, ex-companheiro da sua mãe, encontrada pelas autoridades com sinais de ter sido manietada e agredida, encaminhada entretanto para a unidade hospitalar mais próxima”, adianta um comunicado da PJ, que precisou “tanto o presumível agressor como o menor apresentavam diversos ferimentos provocados por arma branca, mas, apesar dos sinais vitais ainda detetados, o óbito veio a ser declarado no local instantes depois”.

O suposto agressor tinha já cumprido pena de prisão por homicídio qualificado e a família estava sinalizada na sequência de processos de violência doméstica registados em 2022 e 2023.