A cantora Ivete Sangalo é um dos nomes que falou abertamente sobre o melasma. No ano de 2019, a famosa deu mais detalhes sobre sua saúde e revelou.
“Procuro usar um filtro solar com a cor da minha pele, boto um corretivo e, às vezes, faço um blush. Depois da gravidez, o melasma veio bombando […] o meu grande truque é um protetor solar que funciona como base, um corretivo, um pozinho, muita máscara e um hidratante de boca”, disse em entrevista ao Gshow.
Opinião da médica dermatologista
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Fabíola Tasca, médica dermatologista com formação pela Universidade Estadual de Maringá e especialização pela USP.
A médica aponta que o melasma se manifesta como manchas escuras na pele, geralmente de coloração amarronzada, que podem afetar tanto homens quanto mulheres, embora sejam mais frequentes em mulheres.
“Ele pode estar relacionado à exposição solar, particularmente à exposição solar excessiva e ao uso de certos hormônios. O melasma é comum em pacientes que utilizam contraceptivos orais ou outras terapias hormonais, e também pode surgir durante a gestação”, afirma.
Quais os sinais?
Os sintomas incluem:
- Manchas escuras, que em alguns casos podem apresentar tonalidade avermelhada além do pigmento marrom;
- Essas manchas normalmente aparecem na face, mas também podem ocorrer em outras áreas, como o colo e os braços, condição que se chama melasma extrafacial.
Dados que chamam a atenção
Segundo informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o melasma afeta mais frequentemente as mulheres. A Dra. Fabíola Tasca esclarece sobre o diagnóstico.
“O melasma é mais comum em mulheres em idade fértil, mas pode ocorrer em qualquer idade e também em homens, embora menos comum. A predominância em mulheres está associada não apenas à influência hormonal, mas também a fatores genéticos, como indicam estudos recentes”, diz.
Saiba mais sobre o tratamento
A dermatologista informa que estudos recentes mostraram que, no melasma, além do aumento da pigmentação, caracterizado pela melanina, observa-se também a presença de inflamação, manifestada por vasos sanguíneos dilatados.
“O tratamento não se limita a minimizar essa hiperpigmentação, ele também promove a redução da inflamação. Por esse motivo, são combinados tratamentos no consultório, como lasers, com cuidados em casa como protetor solar, hidratantes e clareadores, além de substâncias como polipódio, picnogenol e luteína”, explica.
A Dra. Fabíola Tasca ressalta que nessa época de verão, temos uma piora muito importante do melasma, já que as pessoas acabam se expondo mais ao sol.
“Usar filtro solar para quem tem melasma é fundamental, e evitar locais com muito mormaço, e lembrar que mesmo em dias nublados, a exposição ao sol piora muito”, finaliza ao analisar casos como da cantora.
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A Dra. Fabíola Tasca é médica dermatologista com formação pela Universidade Estadual de Maringá e especialização pela USP. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Laser, ela possui ampla experiência em rejuvenescimento, tecnologias a laser e bioestimuladores faciais e corporais. Reconhecida por seu olhar técnico e resultados naturais, alia inovação e segurança em cada tratamento que realiza.