Segundo apurou o JN, o advogado oficializou uma união de facto com uma cidadã brasileira, no país de origem da companheira, o que lhe permitirá beneficiar de vários direitos, no caso de se mudar para o outro lado do Atlântico.
Ao mesmo tempo, a investigação da PJ do Porto também detetou que estava a ser criada uma empresa no mesmo país. Esses dois factos, interpretados como os preparativos de uma mudança para o Brasil, fizeram soar os alarmes e levarm o DIAP Regional do Porto a emitir, este ano, o terceiro mandado de detenção visando o advogado Paulo Topa.
Detido em abril
Há oito meses, o advogado e três administradores judiciais, António Seabra, Joaquim Ribeiro e António Rodrigues, foram detidos por suspeitas de terem desviado milhões de empresas ou particulares insolventes. Topa é considerado pelas autoridades como o cérebro do esquema em curso pelo menos desde 2016, que controlava cerca de 50 empresas, usadas como fachada, para desviar património.
No esquema eram envolvidas pessoas singulares e/ou coletivas da sua confiança, que se apresentavam com créditos fictícios e documentação forjada, nomeadamente contratos que têm por objeto os respetivos bens imóveis ou alvarás de estabelecimento, créditos esses imediatamente reconhecidos sem estarem devidamente demonstrados”, explicou a PJ.
Os créditos fictícios terão permitido a apropriação de bens móveis e imóveis das massas insolventes, que deveriam ter beneficiado os reais credores. Aos arguidos foi calculado um património incongruente de dez milhões de euros.