Saber que Cláudio Valente, o principal suspeito, morreu e não é mais uma ameaça deixa os alunos mais tranquilos, mas Vlad recusa sentir-se “aliviado” pela morte de uma pessoa. “Seria muito melhor se ele estivesse vivo e fosse apanhado. É uma pessoa e merece estar viva. E assim seria julgado e condenado pelo que fez”.
Sem a hipótese de perguntar ao suspeito o motivo dos dois crimes, vão-se multiplicando as teorias e as perguntas. “Eles estudaram juntos em Portugal, não foi? Foi por isso?”. Alp pergunta, olha pelo retrovisor e, sem resposta, volta a colocar os olhos na estrada. Segundo avançou a CNN Portugal, a Polícia Judiciária concluiu que a resposta para a investigação não será encontrada na análise do período em que os dois conviveram no Instituto Superior Técnico, afastando-se, assim, do trabalho comandado pelo FBI.
Na segunda-feira, um porteiro da universidade revelou ao Boston Globe que já tinha confrontado o suspeito português depois de ter desconfiado do seu percurso. “Disse logo, há algo de errado com este tipo, por isso tenho de dizer isto a alguém”, disse Derek Lisi ao jornal norte-americano. “Ele andava a vigiar aquele espaço há semanas”. O porteiro comunicou as suspeitas, mais do que uma vez, aos seguranças, pouco antes da tragédia.
No mesmo dia, a universidade comunicou que alguns alunos feridos já tinham tido alta e reforçou a preocupação com a segurança do campus. “Sabemos que a prioridade urgente é a segurança do nosso campus. Para os nossos alunos, funcionários, professores, pais e ex-alunos — compreendo a ansiedade, o medo e o stress após o tiroteio. Compreendo a gravidade das preocupações com a segurança após uma tragédia desta magnitude. Quero garantir-vos o profundo compromisso da Brown em tomar todas as medidas possíveis para aumentar a segurança do nosso campus, com o objetivo de proteger a nossa comunidade de danos futuros”, escreveu a presidente da instituição.