“Não tenho tempo para treinar todos os dias”. “Meus horários são reduzidos e só teria meia hora para me exercitar”. Se você usa alguma dessas desculpas para justificar o fato de ainda não ter saído do sedentarismo, é melhor mudar as “desculpas”.
De acordo com o médico Daniel Morandi, pós-graduado em geriatria, o sedentarismo total é mais perigoso do que se exercitar pouco.
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“É a velha frase, ‘é melhor pouco do que nada’. O pouco bem feito, principalmente com regularidade, é de extrema importância. Melhora a qualidade de vida, evita o desgaste físico, metal, melhora a saúde cardiovascular e cerebral e até mesmo o convívio social”, destaca.
Segundo o professor doutor Danilo Bocalini, pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos da Ufes, estudos recentes sugerem que não existe um tempo ideal para começar uma atividade física.
Ou seja, os benefícios, principalmente para indicadores de mortalidade, são diminuídos a partir do momento em que exista a mudança de hábitos.
“Portanto, fazer atividade física que envolva prazer e consistência na prática é a base para o concreto envolvimento dessa perspectiva. Dessa forma, a procura por espaços privados ou públicos em que seja oferecida a possibilidade de prática regular de atividades físicas é essencial”.
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Alzeli Gomes e Laudiceia Lorenzon treinam na academia e sabem bem os benefícios da atividade física para a saúde
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Kadidja Fernandes/AT
Em movimento
As comerciantes Alzeli Gomes, 60 anos, e Laudiceia Lorenzon, 68 anos, que treinam na academia Razões do Corpo, sabem bem os benefícios da atividade física para a saúde.
Laudiceia conta que não toma nenhum medicamento, sendo que treina desde os 35 anos. “Não tenho doença prévia, como hipertensão e diabetes, mas também controlo a alimentação”.
Já Alzeli relata que trabalhava na lavoura nos anos de 1990, e há cerca de 5 anos começou a frequentar a academia. “Agora é só saúde e diversão”.
Saúde virou prioridade
Emanuely Gon realizou o sonho de correr as 10 milhas Garoto
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Acervo pessoal
A gerente administrativa Emanuely Gon, 28, conta que era sedentária e desde a infância tinha uma relação difícil com a comida. A “virada de chave” aconteceu quando ela começou a ver a saúde como prioridade e, com ajuda de uma nutricionista, mudou sua relação com a comida.
A atividade física também entrou em sua vida. De abril até agora, Emanuely já eliminou 16 quilos. Com isso, realizou o sonho de correr as 10 milhas Garoto. “A atividade física deixou de ser um peso e virou um momento de cuidado comigo mesma. Encontrei prazer e alegria em me movimentar”, conta.
FIQUE POR DENTRO
Mexa-se
Por exemplo, a cada uma hora, movimente-se por pelo menos 5 minutos e aproveite para mudar de posição e ficar em pé, ir ao banheiro, beber água e alongar o corpo.
Quanto de atividade física devo praticar?
Crianças de 1 a 2 anos
Devem realizar pelo menos 3 horas diárias de atividades físicas, de qualquer intensidade, distribuídas ao longo do dia.
Crianças de 3 a 5 anos
Precisam de, no mínimo, 3 horas por dia de atividade física, sendo 1 hora de intensidade moderada a vigorosa, que pode ser acumulada ao longo do dia.
Crianças e jovens de 5 a 17 anos
Pelo menos 60 minutos de atividade física por dia, incluindo as que fortalecem músculos e ossos, pelo menos 3 vezes na semana.
Adultos
Pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, sendo que atividades que trabalham os músculos devem ser incluídas pelo menos 2 vezes na semana.
Idosos
As recomendações são as mesmas que as dos adultos, mas os idosos devem adicionar exercícios de equilíbrio para auxiliar na prevenção de quedas e na manutenção da capacidade para realização das atividades diárias.