António José Seguro comentou esta terça-feira o último frente a frente presidencial, entre os candidatos Marques Mendes e Gouveia e Melo: “Detestei-o. Não tenho outra palavra para dizer. Detestei. Porque nós estamos a candidatar-nos a Presidente da República, que deve ser um referencial de valores, um referencial de respeito, um referencial de esperança. E aquilo que eu ouvi foi falar tudo menos disso. Foi falar de tudo menos do país. Nós precisamos de elevar a qualidade da nossa democracia e nós, os candidatos, temos essa responsabilidade. Falar de soluções para os problemas concretos dos portugueses. A política só é política se resolver os problemas dos portugueses”.
O candidato apoiado pelo PS desvalorizou o facto de estar a subir nas sondagens. António José Seguro afirmou que “as sondagens, são as sondagens”, reiterando que o voto na sua candidatura “é necessário e os portugueses estão a perceber isso”. O candidato falava aos jornalistas na sua terra natal, Penamacor, no distrito de Castelo Branco, onde passa sempre esta quadra festiva. Seguro acredita que os debates ajudaram a esclarecer os eleitores e que isso justifica o apoio que os portugueses lhe manifestam.
Quanto aos cartazes do Chega, que o tribunal deliberou que fossem retirados, António José Seguro limita-se a responder que “a lei em Portugal tem de ser cumprida por todos”: “Não há ninguém acima da lei. A lei é a lei e num Estado de direito democrático todos são obrigados a cumprir a lei. A começar por aqueles que são deputados”.
O candidato apoiado pelo PS, partido cuja estrutura distrital compareceu em peso em Penamacor para acompanhar António José Seguro, considera que “cada vez mais, as pessoas querem alguém que seja equilibrado, que seja ponderado, que venha para agregar, que venha para unir”.