Recentemente, o cineasta Mike Binder compartilhou informações intrigantes sobre uma suposta rivalidade entre Steven Spielberg e Ben Affleck. Durante uma participação no podcast ‘One Bad Movie’, apresentado por Stephen Baldwin, Binder, que possui 67 anos, afirmou que Spielberg, atualmente com 79 anos, havia se recusado a trabalhar com Affleck devido a um incidente ocorrido anos atrás, envolvendo um de seus filhos.
Segundo Binder, o episódio remonta aos anos 90, quando Affleck estava em um relacionamento com Gwyneth Paltrow, que é afilhada de Spielberg. Em uma viagem de família, teria ocorrido uma desavença em que um dos filhos de Spielberg teria empurrado Affleck para dentro de uma piscina enquanto ele estava vestido. Binder relatou que Spielberg descreveu a situação dizendo: “Ben entrou completamente vestido e meu filho o empurrou na piscina, e Ben ficou muito bravo com ele, saiu da piscina, o pegou e o jogou de volta na piscina, fazendo meu filho chorar”.
A recusa de Spielberg em trabalhar com Affleck também se deu em parte pela percepção do diretor sobre o desempenho do ator em projetos anteriores. Binder contou que, após escalar Affleck para seu filme ‘Um Cara Quase Perfeito’, Spielberg teria comentado: “Não posso fazer isso com [Affleck]. Nós tivemos um fracasso com ele, e além disso, suas últimas produções não foram bem.”
Binder também contou que Spielberg já lhe disse: “Eu simplesmente não gosto de trabalhar com ele. Além disso, seus dois últimos filmes foram um fracasso. Procure outra pessoa. Qualquer um, menos ele”.
Apesar de sua admiração por ambos os cineastas, Binder reconheceu que a situação era complexa. Ele expressou: “eu adoro os dois, e ambos são mais inteligentes do que eu, mas eles se comportaram como idiotas, e eu também”. O diretor revelou que tentou convencer Spielberg a manter Affleck no projeto, mas foi informado que a DreamWorks, estúdio de Spielberg, decidiu cancelar a produção. Assim, Binder acabou realizando o filme por meio de outra empresa e enfrentou críticas negativas após seu lançamento em 2006.
Binder também mencionou como essa experiência o acompanhou até os dias atuais. Ele lembrou do momento em que Affleck venceu o Oscar de Melhor Filme por ‘Argo’ em 2013, superando “Lincoln”, dirigido por Spielberg.
“Ele estava na cerimônia do Oscar, se abraçando, e eu mandei uma mensagem para ele, enquanto assistia, e disse: ‘Ben, hoje à noite você poderia jogar a família inteira do Spielberg na piscina e sair impune’”, contou. “Cerca de uma hora depois, o telefone tocou. Era o Affleck. Ele disse: ‘Isso me fez rir pra caramba’”.
Em suas observações finais sobre ambos os cineastas, Binder destacou que tanto Spielberg quanto Affleck são pessoas talentosas e brilhantes em suas áreas, mas não estão isentos de falhas humanas. Ele refletiu sobre como ambos podem ser considerados “figurões”, ao mesmo tempo em que também são descritos como difíceis, repercute a People.
“Aquele foi o meu único momento lidando com aqueles figurões, e eles eram caras ótimos, mas ao mesmo tempo uns babacas. Eles eram como todo mundo. Steven Spielberg é um gênio e um cara ótimo, mas ele pode ser um babaca, e Ben Affleck é um cara ótimo, e ele pode ser um babaca ainda maior”, concluiu Binder.
Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.