Mais de 1.000 pessoas que tiveram a doença morreram no Estado nos últimos cinco anos
Médica mostra como é feita mamografia com estrutura montada dentro de uma carreta adaptada (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Doença que atinge mais as mulheres, o câncer de mama foi diagnosticado em 814 moradoras de Mato Grosso do Sul no ano passado. O número está num boletim que a SES (Secretaria Estadual de Saúde) divulgou nesta semana.
Mato Grosso do Sul registrou 814 casos de câncer de mama em 2024, apresentando a maior taxa de incidência do Centro-Oeste, com 58,12 casos por 100 mil habitantes. O estado ocupa a 17ª posição no ranking nacional, liderado por São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nos últimos cinco anos, a doença causou 1.126 mortes no estado, com tendência de aumento. A cobertura de mamografias atingiu 39,01% da população feminina, abaixo do recomendado, com maiores índices nas regiões Sudeste (64,12%) e Centro Sul (48,67%). A SES adquiriu quatro novos mamógrafos para ampliar o acesso ao exame preventivo.
Em relação aos demais estados do Centro-Oeste, a taxa de incidência no Estado a cada 100 mil habitantes é a maior: 58,12. A menor na região é a de Goiás, que ficou em 35,38.
No ranking nacional, Mato Grosso do Sul é o 17º em quantidade de casos. Em primeiro lugar está São Paulo, Minas Gerais vem em segundo e Rio Grande do Sul ficou em terceiro.
Quantidade de casos por estado em 2024 (Gráfico da SES e dados do Painel de Oncologia do Ministério da Saúde)
Mortes – Entre os tumores malignos diagnosticados em mulheres, no País, o câncer de mama é o que registra a maior mortalidade. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), estima-se cerca de 73.610 casos novos da doença entre 2023 e 2025.
Houve 1.126 mortes em Mato Grosso do Sul nos últimos cinco anos, sendo 195 em 2020, 211 em 2021, 196 em 2022, 267 em 2023 e 257 em 2024. Apesar de uma leve queda no ano mais recente, a série histórica mostra que os óbitos estão aumentando.
Municípios da região central do Estado, onde está Campo Grande, registraram a maior taxa de mortes. A faixa etária mais atingida tinha entre 55 e 64 anos.
Mamografias – Exame indicado a partir dos 40 anos, a mamografia teve cobertura de 39,01% em relação à população de mulheres no Estado, valor inferior ao recomendado para impacto na redução da mortalidade por câncer de mama.
As maiores coberturas foram alcançadas nas cidades da região Sudeste (64,12%) e Centro Sul (48,67%), enquanto as do Baixo Pantanal (25,35%) e Pantanal (26,99%) tiveram os menores percentuais. Os dados sugerem desigualdades no acesso ao exame.
Quando se olha para a proporção de mamografias feitas dentro da faixa etária indicada, a média estadual foi alta (96,47%), indicando que a maioria dos exames realizados atende à população recomendada.
Estratégias – Para aumentar a cobertura de exames e identificar os casos, a SES afirma que comprou quatro novos mamógrafos para atender aos municípios de Jardim, Corumbá, Ponta Porã e Coxim.
Além disso, a pasta informa que está promovendo treinamentos entre gestores municipais e profissionais de saúde sobre o Siscan (Sistema de Informação do Câncer) e o acompanhamento de mulheres com exames alterados.
Estão previstas, em 2026, reuniões com representantes das regiões que apresentam indicadores mais frágeis em relação à realização de mamografias, para discutir soluções.
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