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É tão tradicional quanto as uvas passas no arroz ou a tia perguntando “e as namoradinhas?”: todo mês de dezembro, a Internet entra em guerra civil por causa de John McClane. Lançado originalmente em 1988, Duro de Matar (Die Hard) redefiniu o gênero de ação, transformando Bruce Willis em um astro global. Mas, décadas depois, a pergunta que persiste não é sobre a queda de Hans Gruber, e sim sobre a categoria do longa: ele deve ser assistido ao lado de Esqueceram de Mim ou de Rambo?

Reunimos os principais argumentos de ambos os lados para que você tire suas próprias conclusões.

O argumento do “sim”: Ho-Ho-Ho, agora eu tenho uma metralhadoraDuro de Matar é um filme de NatalReprodução/20th Century Studios

Para os defensores da tese natalina, a evidência está impregnada no DNA do roteiro. Não é apenas um pano de fundo; o Natal é o catalisador da trama.

  • O cenário: A história inteira se passa na véspera de Natal, durante uma festa de confraternização da empresa Nakatomi.
  • A motivação: John McClane só está em Los Angeles para tentar se reconciliar com sua esposa e passar o feriado com os filhos. O tema central é a reunião familiar, um clássico dos filmes da época.
  • A trilha sonora: O filme está recheado de clássicos como “Winter Wonderland”, “Let It Snow” e “Christmas in Hollis” (do Run-D.M.C.). Até a “Ode à Alegria” de Beethoven toca num contexto festivo.
  • A palavra do criador: Steven E. de Souza, roteirista do filme, já confirmou em diversas entrevistas e no X (antigo Twitter) que, sim, ele escreveu Duro de Matar como um filme de Natal.

Para este grupo, ver McClane enviando um terrorista morto pelo elevador com um gorro de Papai Noel é o espírito natalino em sua forma mais pura (e violenta).

O argumento do “não”: É um filme de Bruce Willis!Duro de MatarReprodução/20th Century Fox

Do outro lado do ringue, os puristas do gênero de ação argumentam que a temática natalina é meramente cosmética.

  • Data de lançamento: O filme estreou nos cinemas norte-americanos em julho de 1988. Ele foi projetado como um blockbuster de verão, não como um lançamento de fim de ano para aquecer corações.
  • A palavra do astro: Se o roteirista diz que é, o protagonista diz que não. Em seu Roast no Comedy Central em 2018, Bruce Willis encerrou o debate (para ele) com uma frase categórica: “Duro de Matar não é um filme de Natal. É a p**** de um filme do Bruce Willis!”
  • Estrutura: Se você mudar a data da festa para o Dia de Ação de Graças ou o Aniversário da Nakatomi, a trama de sequestro e ação desenfreada funcionaria quase da mesma maneira. O Natal não é essencial para a mecânica dos tiroteios e explosões.

O vereditoDuro de MatarReprodução/20th Century Fox

Talvez a resposta esteja no meio-termo. Duro de Matar não é um filme sobre a magia do Natal ou o nascimento de Jesus, mas é um filme sobre sobrevivência, redenção e a luta de um homem comum para proteger quem ama — temas que ressoam muito bem com o fim de ano.

Seja você do time que enfeita a árvore ouvindo tiros ou do time que prefere filmes com duendes, o fato é que a obra de John McTiernan se tornou uma tradição cultural inevitável de dezembro.

Se você quiser maratonar a franquia e decidir por conta própria, o primeiro Duro de Matar (e suas sequências) está disponível agora no catálogo do Disney+.

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