A previsão era de que o mundo acabasse nesta quinta-feira, 25 de Dezembro, após um dilúvio apocalíptico, que durante três anos inundaria o planeta, destruindo-o. Por trás da mais recente profecia está o autoproclamado profeta ganês Ebo Noah, que nos últimos meses construiu cerca de 10 arcas para fazer frente à catástrofe que se aproximava.

O fenómeno ganhou tracção nas redes sociais, e, entre curiosos e devotos, o profeta reúne já milhares de seguidores em plataformas como o Instagram, o TikTok ou o Facebook. Porém, as previsões meteorológicas não parecem corroborar as confissões que Deus terá feito a Ebo Noah — na capital Acra, não há previsão de chuva até ao final do ano, de acordo com a Agência Meteorológica do Gana.

Nesse sentido, o profeta veio já esclarecer que o grande dilúvio do dia de Natal foi adiado por “intervenção divina”, explicando que depois de orações e rezas intensas, Deus permitiu que a destruição do mundo fosse temporariamente embargada, de modo a que Noah tenha oportunidade de construir mais arcas para acomodar mais fiéis, nota o portal ganês GhanaWeb.

Em vários dos vídeos partilhados, que rapidamente se propagaram pelas redes sociais, Ebo Jesus, como já o apelidaram, aparece junto a várias arcas de madeira em construção — cada uma deverá abrigar cerca de 5 mil pessoas —, alertando para os três anos de chuvas ininterruptas que destruirão a Terra.

Num dos exemplos, disponível na rede social X, é possível ver uma multidão, de malas às costas, supostamente à espera de uma oportunidade para entrar numa das arcas do profeta.

Na Bíblia, Deus promete nunca mais destruir o mundo através de um dilúvio, tranquilizando Noé. Do Antigo Testamento, a passagem bíblica em questão diz o seguinte: “E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra.”

Talvez nos sobrem duas hipóteses: ou Deus passou informações erradas a Ebo Noah; ou estará prestes a quebrar a sua própria promessa quanto a um segundo grande dilúvio.