O Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), um dos mais reconhecidos no Brasil por sua pesquisa e experimentação teatral, anunciou, em suas redes sociais neste domingo, a morte da atriz Teuda Bara. A artista, que foi uma das fundadoras do grupo, estava internada em um hospital de Belo Horizonte e teve falência múltipla de órgãos.
“É com imenso pesar que o Grupo Galpão comunica o falecimento de nossa querida Teuda Bara, atriz e fundadora do grupo, aos 84 anos. Teuda faria 85 anos no próximo dia 1º de janeiro. O velório de Teuda Bara será realizado no foyer do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir das 10h do dia 26 de dezembro. Teuda deixa os filhos André e Admar.
A partida de Teuda representa uma perda imensurável para o Grupo Galpão, o teatro brasileiro e todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Ao mesmo tempo, fica a profunda gratidão pela alegria, pela força e pela luz raríssima que Teuda espalhou ao longo de tantos anos de vida e criação. Dividir o caminho com ela foi um presente — um exercício diário de amor, generosidade e coragem artística”, diz o comunicado.
Nascida em 1941, a artista tinha 84 anos e se dedicou ao ofício da interpretação em teatro, televisão e cinema. Entre suas características estava a de ter uma gargalhada intensa e a interpretação de papéis que iam de desafios de experimentação a mulheres fortes ou avós afetuosas. Ela se apresentou em palcos de Porto Alegre junto com o grupo Galpão. Uma das últimas vezes foi neste ano com o espetáculo “Cabaré Coragem” no Theatro São Pedro.
Ela atuou em diversos longas-metragens brasileiros, como “As Duas Irenes” (2017), “O Palhaço” (2011) e “Menino Maluquinho” (1995), entre outros trabalhos. No 52º Festival de Cinema de Gramado, protagonizou um curta-metragem, “Ressaca”, com direção de Pedro Estrada, que levou o Prêmio Menção Honrosa. Em cena, teatro e vida se confundiam em uma toalete matinal, quando a atriz Teuda Bara se esforçava para decorar o seu texto.
Também fez papeis na televisão, como Mãe Benta na novela “Meu Pedacinho de Chão” (2014), de Luiz Fernando Carvalho, e na série de comédia “A Vila” (2017), com Paulo Gustavo.
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