Projeto Archway foi adquirido à norte-americana Cerberus Capital Management, que vai transformar o Palácio Calhariz-Palmela – que alberga a sede da Fidelidade e uma agência da CGD – e o Palácio Sobral num hotel de luxo de cinco estrelas com 24 mil metros quadrados e noutras propriedades residenciais de marca.
Arab Bank (Switzerland) Ltd. | LinkedIn
O Arab Bank Switzerland (ABS) anunciou a compra do projeto de revitalização imobiliário Archway, em Lisboa, num negócio que marca a estreia do banco privado em Portugal como investidor.
O projeto em causa, adquirido à empresa de private equity norte-americana Cerberus Capital Management, prevê a transformação de dois palácios lisboetas do século XVIII – o Palácio Calhariz-Palmela, localização emblemática da Fidelidade e da Caixa Geral de Depósitos (CGD), e o Palácio Sobral – num hotel de luxo de cinco estrelas com 24 mil metros quadrados e em propriedades residenciais de marca.
“O projeto irá converter um espaço de escritórios de primeira linha em alojamentos de luxo, estrategicamente localizados entre os vibrantes bairros do Chiado e do Bairro Alto, duas das zonas mais procuradas de Lisboa. Os residentes e os hóspedes estarão muito próximos das principais atrações turísticas da cidade”, lê-se numa publicação feita pelo ABS nas redes sociais.
Na mesma nota, o banco fundado em 1962 sublinha que a aquisição do projeto “alinha-se com a estratégia imobiliária e com o crescimento contínuo da plataforma de club-deal” do ABS, “que privilegia ativos seletivos, criação ativa de valor e parcerias de confiança”. A estreia no mercado nacional acontece alguns meses depois de o AB European Real Estate Fund, o fundo flagship do Arabic Bank, sediado em Genebra, ter anunciado que fechou um importante negócio em Itália com a compra de um parque logístico por 45 milhões de euros.
O Arab Bank Switzerland contou com uma equipa da Morais Leitão para assessorar a transação, que foi liderada por João Torroaes Valente, sócio e coordenador das a área de corporate imobiliário & turismo, e composta também pelos advogados João Fitas, Maria Carolina Gonçalves e Gonçalo R. Rodrigues, da mesma equipa, Elmano Sousa Costa, Carolina Nagy Correia e João Diogo Barbosa, da área de Bancário e Financeiro, Raquel Maurício e Inês Dias Cardoso, da equipa de fiscal e Rui Ribeiro Lima e Miguel Arnaud, da equipa de Urbanismo e Ordenamento do Território. Da operação fizeram parte, ainda, a SPP Investors, como special acquisition advisor, e o escritório de advogados luxemburguês K&L Gates Volckrick.
A Savills Investment Management atuou como gestora de ativos do processo, com a Quest Capital a gerir o empreendimento. O projeto é financiado pela Cheyne Capital, gestora europeia de investimentos alternativos sediada em Londres, que se dedica sobretudo ao imobiliário.
O edifício histórico localizado no Largo do Calhariz, que alberga atualmente a sede da Fidelidade e uma agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), foi comprado em 2019 pelo Cerberus à companhia de seguros, como parte do portefólio Arya por 125 milhões de euros. Na altura, de acordo com o “Eco”, o empreendimento tinha sido avaliado em 80 milhões de euros, tendo regressado ao mercado três anos depois por 120 milhões de euros, de acordo com o “Idealista/news”.