Somente em julho de 2025, Schroeder registrou 16 casos de raiva animal em morcegosSomente em julho de 2025, Schroeder registrou 16 casos de raiva animal em morcegosFoto: Divulgação/Cidasc/ND Mais

A Secretaria de Saúde do município de Schroeder, no Norte de Santa Catarina, emitiu um alerta à população sobre os riscos da raiva animal, uma doença viral grave e sem cura, que pode ser transmitida por qualquer espécie de morcego, além de cães, gatos e animais de produção não vacinados.

Somente em julho de 2025, foram registrados 16 atendimentos por acidentes antirrábicos no município, chamando a atenção para a circulação do vírus na região.

A zona rural de São Bento do Sul, no Planalto Norte, também confirmou um caso de raiva animal. A Vigilância Sanitária foi notificada após exames laboratoriais apontarem que um bovino encontrado morto na localidade de Rio das Pacas/Sertãozinho estava contaminado.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Em junho, São Francisco do Sul também registrou casos. Três bovinos infectados foram sacrificados devido ao sofrimento e outros três animais da mesma propriedade foram vacinados e monitorados.

Em Santa Catarina, até 12 de dezembro de 2025, foram registrados 41 casos de raiva em animais de produção, número menor que o do ano anterior, quando foram 67 casos.

Raiva animal identificada em bovino em São Bento do SulBovino foi encontrado morto e Vigilância Sanitária confirmou caso de raiva animal em área rural de São Bento do SulFoto: Prefeitura de São Bento do Sul/Divulgação/ND MaisComo se transmite a raiva animal?

A transmissão ocorre por meio de mordidas, arranhões ou até lambeduras, quando a saliva do animal infectado entra em contato com feridas ou mucosas. Mesmo em situações consideradas suspeitas, como a presença do morcego no quarto, exigem avaliação médica imediata.

Animais infectados podem apresentar sintomas como andar cambaleante, tremores, salivação excessiva, isolamento, paralisia progressiva e morte em poucos dias. Diante de qualquer sinal suspeito em animais domésticos ou de produção, a orientação é notificar imediatamente os órgãos responsáveis.

Contato com morcegos exige cuidados imediatos

Em caso de contato físico ou suspeita de exposição ao vírus, a orientação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão em abundância e procurar atendimento médico com urgência em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou posto de saúde.

Em acidentes envolvendo morcegos ou animais silvestres, a vacina e/ou o soro antirrábico devem ser iniciados o quanto antes, preferencialmente em menos de dez dias.

Ao encontrar um morcego, vivo ou morto, a recomendação é não tocar no animal, nem mesmo com luvas ou toalhas. O ideal é isolar o local, utilizando um balde ou caixa para impedir a fuga ou o contato com pessoas e animais domésticos, e acionar a Vigilância Epidemiológica.

Raiva animal em bois e morcegos acende alerta na região Norte de SCRaiva animal em bois e morcegos acende alerta na região Norte de SCFoto: Divulgação/Prefeitura de Schroeder/ND MaisProdutores rurais devem manter vacinação em dia

A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) reforça que a vacinação dos rebanhos é a principal estratégia para o controle da raiva no meio rural.

Quando há confirmação laboratorial, equipes técnicas realizam vistorias em propriedades num raio de até um quilômetro, orientando os produtores sobre reforço vacinal e monitoramento dos animais.

Monitoramento e controle de morcegos

Entre as ações de controle, a Cidasc realiza o monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos, como a espécie Desmodus rotundus, capaz de transmitir o vírus ao se alimentar do sangue de outros animais.

O controle populacional é feito apenas por profissionais habilitados, com uso de equipamentos de proteção, respeitando o papel ambiental dos morcegos não hematófagos, fundamentais para o equilíbrio da natureza.

Suspeitas devem ser comunicadas à Cidasc pelos telefones (47) 3481‑3678 ou (48) 99169‑7387.