Do lado russo, entretanto, o Kremlin disse que o assessor de Putin para a política externa, Yuri Ushakov, falou com membros da administração de Trump já depois de Moscovo receber a proposta norte-americana sobre um possível acordo de paz. Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente russo, também terá participado nestas conversações com o governo norte-americano.
Zelensky, recorde-se, tinha revelado quarta-feira a versão mais recente do plano de Paz patrocinado pelos Estados Unidos da América, que vinha a ser negociado há semanas, entre Washington e Kiev.
O referido documento preliminar impõe o ‘congelamento’ das atuais linhas da frente de combate, mas sem ser adiantada uma solução para os territórios ucranianos ocupados (19%) pela Federação Russa desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022.
A versão original do plano norte-americano versava duas exigências do regime russo liderado pelo presidente Vladimir Putin, que estão ausentes da nova formulação
A Rússia exige a retirada das forças ucranianas dos territórios do Donbass, ainda sob controlo de Kiev e o compromisso, juridicamente vinculativo, de que a Ucrânia se mantém fora da NATO.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que Moscovo estava a “formular sua posição” e recusou-se comentar quaisquer os detalhes.
Quinta-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que o progresso rumo ao fim da guerra era “lento, mas constante”.