Bartolino Leone / EPA

Forte erupção vulcânica do Stromboli em julho de 2019

Enquanto alguns vulcões passaram os últimos 2.000 anos em sono profundo, Stromboli, uma ilha vulcânica a norte da Sicília, não teve esse descanso. Na verdade, o “farol do Mediterrâneo” passou praticamente todo este tempo em constante atividade eruptiva.

Embora alguns vulcanólogos defendam que o vulcão italiano Stromboli possa estar em erupção há ainda mais tempo, é geralmente aceite que o primeiro registo de uma erupção remonta a 350 a.C., com relatos subsequentes a sugerirem que o vulcão tem estado quase sempre a expelir lava desde então.

A maioria destas erupções, apesar de explosivas, costuma ser de intensidade moderada e manifesta-se habitualmente sob a forma de breves jatos de lava, em vez de produzirem colunas eruptivas prolongadas.

Mas isso não significa que não mereçam ser observadas; as explosões de Stromboli são tão impressionantes que o vulcão ganhou a alcunha de “farol do Mediterrâneo”, visto que as suas erupções incandescentes, semelhantes a fogo-de-artifício, iluminam o céu noturno com um brilho alaranjado.

Estas erupções frequentes e moderadamente explosivas deram ainda nome a um tipo de erupção, a “erupção estromboliana“, usada para descrever explosões intermitentes, discretas e de curta duração, que lançam lava basáltica a dezenas ou mesmo centenas de metros de altura.

Erupções mais violentas em Stromboli são menos comuns, mas já aconteceram. Um período particularmente intenso de atividade teve início em maio de 1910 e só terminaria em julho de 1931, durante o qual várias pessoas perderam a vida devido às erupções do vulcão.

Um dos acontecimentos mais marcantes ocorreu a 22 de maio de 1919, quando uma intensa sequência eruptiva provocou a queda de um bloco de detritos de mil quilos sobre a aldeia da ilha, incêndios em áreas de vegetação e um tsunami, resultando na destruição de 10 a 20 casas, vários feridos e quatro mortos.

E não ficaria por aqui. A 11 de setembro de 1930, o Stromboli protagonizou a sua erupção mais forte do século XX, conta o IFLS.

Nessa manhã, o vulcão registou duas explosões intensas que originaram uma coluna eruptiva de 2,5 quilómetros de altura, nuvens ardentes de gases vulcânicos e cinzas extremamente quentes que deslizaram em direção ao mar, e enormes blocos de detritos – um deles com 30 toneladas – que caíram nas imediações. Seis pessoas perderam a vida nesta tragédia.

O Stromboli acalmou novamente em julho do ano seguinte, antes de produzir uma nova explosão forte menos de um ano depois. Esse episódio eruptivo foi de curta duração. O seguinte? Nem tanto. O vulcão entrou novamente em atividade a 2 de fevereiro de 1934 e, desde então, continua em erupção até aos dias de hoje.


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